sábado, 14 de junho de 2014

Kaká nunca esteve tão perto do Morumbi... Sonho? Talvez não


O clima no Brasil é total de Copa, uns torcendo pra seleção brasileira e outro nem tanto, mas a torcida são-paulina pode acabar torcendo por um jogador que nem no mundial está, Kaká pode estar muito próximo de voltar para seu clube formador após anos e anos de Europa. Atualmente jogando no Milan, o meia brasileiro tem uma clausula em seu contrato que o liberava a partir de 30 de Junho em caso de não classificação para os principais torneios continentais, o que acabou não acontecendo ao final da temporada do time milanês, como o clube atravessa uma crise financeira e o meia já começa a ver sua idade avançar para o recomeço do clube na Europa, a possibilidade de voltar pro Morumbi ganharam muita força.

Muitos boatos vêm aparecendo nos últimas semanas, includindo até uma possível separação de sua esposa Carol Celico, o que foi negado por sua assessoria através de uma nota oficial, mas ela mesmo já deixava uma pista no ar quando dizia que "o casal comprou um novo apartamento em São Paulo, onde deverão morar em um futuro próximo, quando o jogador voltar a jogar em um clube brasileiro". Os indícios começavam a surgir, mas após viagem pra Fernando de Noronha com seu irmão, Kaká está em São Paulo para acompanhar a Copa do Mundo e justamente nessa estadia que a negociação com o craque esquentou depois de um bom tempo de conversas iniciadas pelo pai de Kaká. Informações dão conta que até escola para seus filhos já foi vista, mas até agora tudo está no campo da informação extrajudicial porém de fontes bem confiáveis, o assunto dentro do SPFC começa a ferver e o que parecia sonho começa a ter grande possibilidade de virar realidade, sendo até cravado como certo já por alguns. 

A repatriação do ídolo são-paulino seria uma dor de cabeça pra Muricy armar o time, mas como o próprio treinador já afirmou, seria uma dor de cabeça boa de se ter, afinal de contas é melhor ter opções boas sobrando do que faltando. Além de agregar demais no campo, Kaká seria um líder do elenco e uma arma poderosíssima para o marketing tricolor, atraindo patrocinadores não só para bancar seus vencimentos mensais mas também as cotas de patrocínio master que o SPFC acaba de perder com as saídas de Semp Toshiba e  Wizard. O plano de marketing para trazê-lo não tem segredo e envolve cotas a serem exploradas por patrocinadores que dividiram com o Tricolor as despesas com o atleta. O meia tem um espaço enorme na mídia brasileira e mundial, com contratos milionários de propaganda, além de ser um sucesso nas redes sociais, com mais de 19,2 milhões de seguidores no Twitter e mais de 28 milhões no Facebook. A título de comparação, o próprio SPFC tem hoje pouco mais de 1,16 milhão de seguidores no Twitter e 4,7 milhões no Facebook, ou seja, Kaká tem uma impacto e repercussão de mídia espontânea no pior dos casos 7 vezes maior que um clube gigante como o São Paulo.

As informações de momento dão conta que o acerto está muito próximo de ser selado, mas como o futebol é dinâmico é sempre bom aguardar o desfecho dos fatos. Há quem diga que o Orlando City (adversário do SPFC em amistoso durante a Copa) é um forte candidato a levar o jogador para os EUA, e jogar por lá sempre foi uma vontade do ídolo tricolor, porém nos últimos tempos o plano do craque tem mudado e já é comum o comentário entre amigos de que a hora de voltar ao Morumbi está chegando. Se o SPFC quiser um Kaká que traga retorno ao clube tanto em campo quanto financeiro, o momento é esse. Apesar de ser um atleta caro, que tem um salário com padrão de astro do futebol, com um bom plano de marketing e estratégico o meia se torna viável e ainda arrecada uma boa renda para o Tricolor, caso semelhante ao que aconteceu com Ronaldo e o rival Corinthians.

As cartas estão na mesa e o jogador está em um momento propício para seu retorno, agora é o SPFC conseguir conciliar todas as variáveis para viabilizar o que seria uma das maiores contratações da história do clube (em termos de impacto) e um sonho para a grande maioria de seus torcedores, ver o trio Rogério Ceni, Kaká e Luis Fabiano atuando juntos novamente. A molecada aprenderia muito com seus ídolos jogando ao seu lado e saberiam bem o que significa ser ídolo do São Paulo. Até dia 30 de Junho tudo deve ser definido, seja pra fechar o negócio ou não, mas o cenário hoje é altamente favorável. A camisa 22 que Kaká tanto gosta está vaga, é só ele chegar e vestir, e isso parece estar bem próximo de acontecer.... A camisa 5 também está vaga pra Lugano, mas isso fica pra um próximo post! Vamos aguardar!




quarta-feira, 21 de maio de 2014

O fracasso da cobertura não tem um culpado, tem todos!


O sonho de um Morumbi coberto foi por água abaixo, pelo menos com o atual projeto e investidores o negócio não sairá mais. O SPFC terá que começar a remar novamente um longo caminho até a modernidade de seu tão tradicional estádio, mas é bom explicar o que aconteceu na realidade dessa decepção. O jogo político pode acabar mascarando e direcionando o julgamento do torcedor erroneamente, nem tudo o que se lê a respeito tem 100% de verdade, mas também não tem a mesma porcentagem de mentira, num universo tomado por dirigentes que conseguem escapar pelas tangentes nas perguntas ou responder como bem interessa para o seu benefício, alguns pontos ficam esquecidos na verdade dos fatos.

A culpa pelo fracasso da obra está sendo toda direcionada para o grupo oposicionista, e de certa forma está correta essa culpa, mas não é só da oposição o fardo a ser carregado. Na política tricolor (em todo clube é assim também, infelizmente) tudo vira motivo para ser usado contra o seu adversário e culpar um único grupo por tamanho vexame perante a torcida é um prato cheio, mas o que se vê nessa história toda são dois lados que estão repletos de equívocos e culpa pendurados em suas costas. Os dois lados políticos do SPFC têm uma parcela de culpa em suas contas.

O boicote oposicionista à votação de aprovação do modelo de negócio para a sonhada cobertura foi um dos motivos mais contundentes do fracasso da empreitada, atrasou o curso dos cronogramas propostos e de certa forma afugentou possíveis investidores, mas não se pode dizer que foi o motivo determinante para que o sonho tricolor se distanciasse da realidade. A atitude de formar uma comissão de notáveis para analisar o projeto, contratos e o negócio em sim foi uma ótima ideia e até certo ponto surtiu efeito, porém a proximidade do pleito eleitoral acabou transformando uma análise importantíssima em uma disputa recheada de acusações e teorias de ambos os lados que desvirtuaram totalmente o propósito inicial. 

A comissão oposicionista concluiu os trabalhos de análise dando aval com ressalvas quanto ao negócio, mas com aprovação jurídica do contrato. As ressalvas eram pertinentes quanto às garantias que o SPFC deveria dar para o negócio e para o Fundo de Investimentos, existia uma divergência de quão seguro seria ao clube no caso do negócio dar errado, questão essa que poderia ser facilmente debatida e solucionada mas não foi. O projeto em si sempre foi o calcanhar de aquiles da análise, sendo diversas vezes questionado quanto a sua real existência física, e é aí que começa a entrar também a culpa situacionista, já que diferente da parte jurídica, a parte de engenharia e arquitetura acabou ficando um tanto quanto nebulosa aos olhos dos analistas. Um projeto desse tamanho e importância financeira dificilmente estaria em fase avançada de desenvolvimento ainda no estágio de viabilidade, mas pelo negócio ser de risco, com modelo de negócio com "preço fechado" e obra orçada em mais de R$500 milhões, o grau de desenvolvimento deveria ser mais avançado que o normal no mercado. A informação do engenheiro responsável pela análise foi de que muitos projetos ainda se encontravam pendentes ou até mesmo inexistentes até o momento.

No mercado imobiliário é comum que um pré-orçamento seja feito no início do projeto para avaliar a viabilidade do empreendimento, porém o Morumbi se trata de um obra especial, onde o intuito da obra e do empreendedor não visa a venda de unidades mas sim a exploração de serviços, o que acaba transformando o retorno financeiro numa situação completamente diferente. A engenharia financeira é  feita para que o retorno seja fracionado a longo prazo, o que torna a obra um instrumento valiosíssimo para que o investimento seja muito bem feito e sem desperdícios, uma vez que a margem de lucro e retorno dependerá de uma obra econômica e o mais fiel possível ao orçamento viabilizado, por isso o avanço de projetos como estrutura, fundações e algumas outras áreas especificas e técnicas são primordiais num projeto de estádio, ainda mais no caso de uma reforma tão restritiva como a do Sacrossanto, onde a variação do preço fibnal existirá fatalmente.

O projeto de estacionamento proposto e citado como parte fundamental para a viabilidade do negócio não foi apesentado para a prefeitura, e consequentemente não havia previsão alguma de aprovação ou obtenção do alvará para a construção do mesmo, além de estar previsto numa de possível área de desapropriação para a linha 17 do metro (monotrilho). A locação próxima de um edifício feito por Artigas, mesmo que não seja tombado, ainda geraria um tramite maior dentro dos órgãos públicos e acarretariam numa demora na aprovação que o são-paulino já bem conhece. Existia um projeto da oposição de um estacionamento em outro local na área social, projeto esse que foi solicitado pela situação mas que não evoluiu dentro da diretoria, talvez por alguma questão política de "autoria" da ideia, mas também existe a alegação dos situacionistas de que o projeto alternativo teria sido rechaçado pela Andrade Gutierrez por sem mais caro. Com a misteriosa desistência da construtora o mesmo poderia ter sido reestudado, mas acabou entrando como mais um objeto de disputa interna política, travando ainda mais o embate dos dois lados.

No embalo de quem tem culpa ou não na história, é normal esquecerem de olhar para o próprio grupo de investimento, que é formado pelo grupo Lacan, onde em reunião com o presidente Aidar na semana passada retirou seu interesse em financiar a obra por motivos diversos além da disputa interna. Os argumentos do grupo abrangem a dificuldade de captação de recursos num período de Copa do Mundo no Brasil e Eleições para Presidência da República e Governos dos Estados, eventos de grandes magnitude e com alta captação de investimentos no mercado. Outro fator que ajudou a afugentar os investidores foi a ameaça de mudança do estatuto ou atá a "interpretação" do mesmo existente para aprovação do projeto, onde mesmo que não chegassem aos 75% dos votos a favor e não só de presença no Conselho Deliberativo como diz no regimento, seria declarada aprovada a questão em votação, o que gerariam inevitáveis ações na justiça. Com o estatuto atual sub judice até hoje, o grau de risco para os investidores de verem seu capital preso à uma ação na justiça tornou o negócio altamente instável. O fundo criado e aprovado parta tal captação continua valendo com data até 15 de Julho para ser ativado, tendo a possibilidade de renovação do prazo para tanto, mas a dificuldade na captação e riscos continuariam sendo os mesmos.

No resumo geral o que percebe-se é que o culpado por tudo isso não é a oposição, a situação ou os investidores, mas sim uma somatória de equívocos e guerra de egos que prolongaram um assunto que precisa de muito debate e esclarecimentos. O modelo de negócio era muito bom, uma oportunidade bem interessante para o SPFC, porém a forma que foi conduzida por ambos os lados em determinados momentos cruciais da empreitada, acabaram o transformando num grande embate onde ninguém saiu ganhando, apenas o SPFC que saiu perdendo. O momento agora não é de eleger culpados, mas sim de aprender com os erros para que o sonho de ter um estádio modernizado se viabilize, e isso só acontecerá se todos trabalharem juntos, sem auto promoção ou picuinhas partidárias, o SPFC e o Morumbi têm que estar acima disso. 

Um novo projeto já é comentado nas alamedas e corredores do Morumbi, as conversas variam entre uma cobertura mais simples sem espaço de Arena pra shows, e consequentemente com um preço muito mais baixo que possibilitasse ao SPFC bancar com recursos próprios, ou até uma reforma mais ampla e profunda do Morumbi em parceria com uma construtora, tendo até a possibilidade mesmo que remota de um novo estádio em outro local. Essas possibilidades não passam atualmente de conjecturas e não são informações concretas, mas sim rumores de bastidores, mas o que é certo é que o Morumbi não deve ficar como está, o plano de modernização deve e já está continuando a seguir pontualmente até que a nova empreitada seja arquitetada. Novidades no Concept Hall e possivelmente no anel superior das arquibancadas estão chegando e já são realidades que se tornarão públicas num futuro bem próximo, mas o Morumbi e os são-paulinos merecem muito mais do que isso... O sonho não necessariamente acabou, talvez tenha sido apenas adiado, vamos aguardar e sonhar!




segunda-feira, 7 de abril de 2014

Votação de aprovação da cobertura do Morumbi marcada!


A primeira parte da eleição passou mas o jogo político continua a toda nos corredores do Morumbi. No próximo dia 16 de Abril será realizada a assembleia de votação do novo presidente são-paulino já com o novo conselho eleito no último dia 6 de Abril, a previsão é de casa cheia devido a importância do tema em pauta, mas não será só isso que estará em questão na noite. Aproveitando o quórum provavelmente máximo do conselho, a aprovação da obra de cobertura do Morumbi foi colocado na pauta do dia, chegando assim nos 75% mínimo de presentes para que seja aberta votação do projeto.

Juvenal Juvêncio estava reticente de convocar a votação para o mesmo dia da eleição pra presidente, mas convencido da manobra pelo candidato à presidência pela situação Carlos Miguel Aidar cedeu e incluiu na pauta do dia a polêmica votação. O temor do atual mandatário tricolor era que um novo fracasso nesta segunda tentativa acabasse de vez com as chances de realizar o projeto, uma vez que o negócio conta com participação absolutamente dependente de investidores, que dificilmente permaneceriam interessados após um segundo e revés em sua aprovação. Os valores envolvidos são altos e uma nova recusa poderia gerar uma incerteza dos cotistas do fundo quanto a estabilidade do negócio, onde é necessária uma cumplicidade e parceria muito grande entre as partes.

Os cotistas interessados em preencher as 20 cotas do fundo de investimento ainda se mostram suscetíveis ao negócio, assim como as construtoras que demonstraram interesse na execução da empreitada, que mantém seus olhos voltados para o resultado da reunião do conselho. É sempre bom lembrar que o prazo para captação dos recursos e cotistas de 180 dias começa a contar após a aprovação pelos conselheiros, o que dá uma margem boa ao SPFC para conseguir realizar uma concorrência entre as construtoras em paralelo à captação dos investimentos. A postura atual do clube é de fechar com a melhor proposta técnica atrelada à prazo, qualidade e logística, uma vez que o preço da obra é fechado e bancado pelo fundo, entrando assim na história apenas para negociar com a futura vencedora da concorrência.

A escolha de uma nova construtora não é tão simples como se imagina, até porque o trabalho deixado pela Andrade Gutierrez estava em pleno desenvolvimento, tendo ainda que retomar os projetos específicos e implantar a metodologia e padrões de quem for o executor da empreitada. Todas as etapas de projeto podem e devem seguir seu curso natural após esse primeiro momento de adaptação, não sendo um grande problema, mas será um período bem trabalhoso que demandará um tempo considerável para o início das obras. Tudo depende de um aval do conselho para que dê início à diversos trabalhos.

Sem motivação eleitoral o assunto pode ser tratado de forma diferente em ambos os lados (situação e oposição), mas com algumas questões ainda estão pendentes e são contestadas, a previsão é que aa votação não será fácil, ainda mais depois de uma provável seção tensa de eleição para presidente, onde os nervos poderão (e deverão) estar à flor da pele com uma disputa que ainda pode ser muito acirrada no pleito presidencial. As coisas não são fáceis e simples como parecem ser, muito está em jogo e a aprovação é uma coisa bem complexa e complicada, a perspectiva atual é de que a aprovação é possível, mas não será fácil.... Que seja feito o melhor para o SPFC e para o Morumbi!

sábado, 5 de abril de 2014

A eleição do SPFC já tem um vencedor!


As eleições do SPFC finalmente chegaram, o martírio dos últimos meses carregados de acusações e provocações de ambos os lados chegou ao seu dia derradeiro. O clima no clube é de total disputa já faz algum tempo, cada espaço pra campanha era disputado dia após dia, muitas camisetas vermelhas e amarelas desfilavam pelas dependências do social como uma verdadeira parada eleitoral, hora com vantagem de um lado hora do outro. Tudo numa disputa saudável e sempre levada na esportividade, sem maiores confusões e discussões, o que prova que o principal objetivo nesse processo todo aconteceu, criou-se uma oposição para uma situação que não tinha adversários. A fiscalização e cobrança voltaram a existir, e quando falo em volta de existência de uma oposição, não digo no sentido de enaltecer o grupo chamado "SPFC Forte" que hoje se declara opositor, mas sim a volta de um confronto de idéias e conceitos, atitude esquecida faz algum tempo no SPFC. 

A política de um clube é altamente dependente de dois lados fortes que se confrontem e se fiscalizem, fazendo com que quem esteja no poder não seja consumido por ele. É inegável que Juvenal Juvêncio fez coisas muito boas pelo Tricolor, seja no time, no estádio e no social, mas a perpetuação no poder e falta de uma oposição no momento de transição da presidência acabaram acarretando num terceiro mandato desastroso, que de certa forma faz um dos grandes mandatários da história são-paulina sair de forma melancólica em baixo de uma chuva de acusações. De aclamado pra presidência, Juvenal foi à aclamado pela renuncia por força da torcida, situação surreal se pensada alguns anos atrás, mas que nada mais é do que os frutos de uma gestão que de tão centralizadora acabou sucumbindo à falta de oponentes.

O julgamento atual do folclórico presidente pode soar como exagerado para alguns, e justo para outros, mas a verdade é que essa conta também merece ser repartida com todos os que o assessoravam e se acomodaram, sem mostrar ambição de ser o próximo na linha de sucessão e se preparar para que o clube chagasse ao ponto que chegou. Assim como um clube não tem dono, um grupo forte é aquele que vários podem geri-lo, esse era o legado de Marcelo Portugal Gouveia que acabou sendo esquecido com o passar dos tempos e dos mandatos. Uma diretoria coesa e sintonizada é a receita pro sucesso de uma gestão, mas quando tudo é apoiado num só pilar enquanto os pares apenas se gabam e se beneficiam de realizações alheias feitas por um só gestor, a tendencia é o sistema ruir. 

Considerado um dos maiores presidentes da história tricolor, Marcelo Portugal Gouveia fez o SPFC ressurgir de tempos tenebrosos para resgatar a vanguarda do Tricolor Paulista. O legado deixado por ele deveria ter sido melhor aproveitado, onde muitos eram ouvidos e os parceiros de gestão se preocupavam em fortalecer o SPFC. O trabalho em equipe e o compromisso global eram o ponto alto para as realizações vanguardistas que mexiam com todo o futebol brasileiro. O tempo passou e os que hoje se declaram seguidores fieis do folclórico Juvenal Juvêncio, na verdade mais contribuíram para que o verdadeiro reinado do SPFC no futebol brasileiro desmoronasse, do que o tão vitorioso Tricolor fizesse jus ao apelido de "Soberano".

A soberba é apontada por muitos como o motivo da derrocada, mas acredito que a acomodação foi muito mais vilã nesse caso, Juvenal "governou" sozinho (e bem por muito tempo) mas seus pares não souberam sustentar o que o mandatário criou, as brigas compradas e posições fortes assumidas durante seus mandatos frente à CBF, FPF, FIFA e afins precisavam de um suporte forte e sólido na retaguarda do presidente, mas o que se viu foi uma estrutura fraca e frágil, que acabou falhando feio nos momentos mais críticos. Culpar apenas JJ por tudo é um comodismo injusto, a porcentagem de culpa é bem dividida entre os que deveriam venerar mais a busca de títulos para o SPFC do que pra si próprio vindo do SPFC.

A mudança de mentalidade está conquistada, seja quem for o vencedor do pleito eleitoral. "Amarelo" ou "Vermelho" são apenas cores e grupos, mas a volta de discussão de novas ideias e conceitos voltará a existir de ambos os lados, seja como situação, seja como oposição. A unanimidade é burra e sempre leva ao caminho da decadência, valores e conceitos mudam, e o debate aliado à fiscalização de um grupo opositor traz o bem de sempre se atualizar, mesmo que forçadamente depois de uma cobrança. A volta de uma política ativa no SPFC vai trazer muito mais oxigênio e fará pulsar o coração vanguardista tricolor.

Torcedor ou sócio, todos tem o direito de ter sua preferência por um lado ou outro na disputa, a opinião é (e tem que ser) livre pra cada um levar consigo o que acha melhor para sua paixão pelo clube. O lado que apoia ou vota é o menos importante, mas a vontade de defender o que acha correto e melhor para o SPFC é o mais valioso em todo esse processo. Os dois lados têm que ser fortes, e o debate de ideias é o que trará as melhores soluções e inovações, é assim que o mundo gira e avança pro sucesso. Numa eleição tão equilibrada e com tamanha repercussão, não é nem Aidar, nem Kalil que vencem, o grande vencedor é o SPFC!... Quem é a melhor opção para a presidência só o tempo dirá, mas que tudo isso já deixou o SPFC melhor, isso eu não tenho dúvida!




terça-feira, 18 de março de 2014

Morumbi de cara nova


O processo da cobertura do Morumbi continua enrolada e com a proximidade das eleições não deveremos ter grandes novidades, mas engana-se quem acha que o Sacrossanto está esquecido e nada está sendo feito. Muito contestada pela poluição visual que foi acumulada com o passar dos tempos por irresponsabilidades administrativas que não se importavam com o valor histórico e o peso arquitetônica da obra que intervinham, a fachada do Morumbi foi aos poucos sendo tomada de penduricalhos como ar-condicionados, grades, antenas e afins que só serviam para poluir uma obra do renomado arquiteto Vilanova Artigas. Alguns itens já foram alterados desde o início da modernização do gigante templo do futebol, como a troca de elementos vazados por vidros, que amenizou bastante o impacto da fachada e deu muito mias vida e beleza ao Concept Hall, mas isso já foi feito há alguns anos e o foco se voltou totalmente para o interior do estádio e sua modernização visando o conforto do torcedor.

Deixada de lado por um bom tempo, a fachada começa a receber uma importante intervenção que passou por testes e agora vem sendo implantada. As tão criticadas máquinas de ar-condicionado que povoam o concreto aparente brutalista de Artigas começam as ser “escondidas” por falsos brises metálicos revestidos de chapas perfuradas. A ideia é simples, e até já foi sugerida por aqui, mas pode resolver um problema tão recorrente para um pais tropical e um planeta cada vez mais quente. As máquinas condensadoras são necessárias para permanência dos que trabalham e frequentam o estádio, mas ao mesmo tempo "enfeiam" uma obra que não foi concebida para abrigar as barulhentas e feias máquinas.

Uma estrutura metálica revestida com chapas perfuradas farão a função deixar a fachada do Morumbi mais harmoniosa e com menos traquitanas a mostra. É sempre bom lembrar que o estádio são-paulino não é tombado pelo patrimônio histórico mas segue rigorosas regras quanto às intervenções que podem ou não ser feitas principalmente em sua fachada. Na aprovação da obra de cobertura na prefeitura, Conpresp fez exigências de que a fachada não poderia ser descaracterizada, o que possibilita a instalação da estrutura da cobertura mas não permite que a fachada seja revestida, por exemplo. A intervenção tem que ser sutil e de forma a não agredir a obra tão importante do período da arquitetura modernista brasileira. Pensando nisso, nada mais simples e sutil que tirar partido da nova estrutura metálica para trazer a identidade do clube pra fachada, uma sugestão seria a colocação de duas faixas de estrutura em todo o perímetro da rua com as cores do clube simulando o manto tricolor. Simples e discreto como deve ser.

PROTÓTIPO TESTADO ANTES DE COMEÇAR A INSTALAÇÃO DEFINITIVA 
PROTÓTIPO TESTADO ANTES DE COMEÇAR A INSTALAÇÃO DEFINITIVA
APÓS APROVAÇÃO DO PROTÓTIPO, COMEÇA A INSTALAÇÃO DEFINITIVA
SIMULAÇÃO DE COMO FICARIAM DUAS FAIXAS DE BRISES METÁLICOS NA FACHADA (SUGESTÃO, NÃO É PROJETO)
SIMULAÇÃO DE COMO FICARIAM DUAS FAIXAS DE BRISES METÁLICOS NA FACHADA (SUGESTÃO, NÃO É PROJETO)

A arquitetura de Artigas e do Morumbi é respeitada em todo o mundo, por isso a grande preocupação em não descaracterizá-la, lógico que é compreensível que nem todos enxerguem o tamanho da importância do estádio para a arquitetura brasileira, mas é normal no Brasil esse tipo de coisa ser deixada de lada em detrimento do gosto particular de cada um, o que tem que ser levado em consideração obviamente, mas infelizmente a cultura brasileira não consegue valorizar com a importância devida as obras aqui executadas e que são estudadas no mundo inteiro, mas que pra muitos brasileiros não passa de um "troço de cimento" feio. Assim como o clube que o habita, o Morumbi tem uma peso histórico inestimável e assim deve ser tratado, com muito cuidado e zelo, como um legado à cultura brasileira.

Pitadas históricas e culturais à parte, a solução encontrada para amenizar a poluição visual na fachada do Morumbi é uma boa ideia e tem tudo pra trazer um resultado muito legal, onde as cores do clube poderão abraçar literalmente o estádio e deixar a casa são-paulina "vestida de tricolor" com suas faixas tão marcantes e características que já orbitam no uniforme do maior do mundo. O SPFC acerta em continuar fazendo essas intervenções no estádio mesmo enquanto aguarda o desfecho de sua cobertura, que é o carro chefe de todo o projeto, mas a modernização pontual se faz necessária pelo tamanho da imponência do gigante do Morumbi. Atualizar o patrimônio em paralelo à maior intervenção já projetada para o Morumbi é a melhor atitude a ser tomada, já que muita coisa ainda tem pra ser feita no estádio mas sua importância tanto para o futebol quanto para a paixão de seus torcedores se sobressaem a qualquer disputa, seja ela política ou não... o Morumbi é a casa do são-paulino e suas melhorias não podem parar nunca!

terça-feira, 11 de março de 2014

Revista TMQ: Dossiê Morumbi... da história ao projeto atual

A revista TMQ é um periódico dedicado exclusivamente ao SPFC, na edição de Março vem com entrevista exclusiva com Manssur, assistente da presidência são-paulina e responsável pela viabilização do projeto de modernização do Morumbi. Além do status atual, a revista ainda conta com uma coluna minha sobre todo processo de reforma da casa tricolor, além de uma participação especial (e com muita honra para o blog) do Boteco do Morumbi, como referência na cobertura das obras do Sacrossanto.

O nível da revista é muito bom e ela vem cheia de informações do mês e da história do Tricolor, também com raridades da SPFColletion, estatísticas atualizadas, rock' n roll, ídolos, curiosidades e muito mais. A leitura da Revista TMQ é muito mais do que recomendada pelo Boteco do Morumbi. Revista muito bacana e bem feita... Vale muito a leitura pra todos tricolores!


EDIÇÃO Nº14 - MARÇO DE 2014




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Queda de braço pelo Morumbi... a saga continua!


O verdadeiro jogo de xadrez eleitoral que o projeto da cobertura de tornou ganhou mais um movimento ou capítulo com a aproximação das eleições tricolores. A guerra de acusações jogadas na mídia muitas vezes sem fundamento mas com intuito único e exclusivamente eleitoral, só fazem ouriçar uma torcida que já anda bem descontente com o clube e sua situação atual no futebol. Muitos insistem no boicote da oposição como vilão do negócio e outros atacam o fato de o projeto ser posto para aprovação "às cegas" sem nenhuma análise fiscalizatória do conselho do clube. A grande verdade é que o jogo de palavras e acusações só atrapalha o processo que poderia sem muito mais limpo e claro em ambos os lados.

O novo movimento das peças do tabuleiro da cobertura se refere à nova votação no conselho. A previsão de uma assembléia em Fevereiro não vingou devido os fatos ocorridos de desistência da Andrade Gutierrez e análise conjunta do contrato por um grupo formado por opositores e situacionistas. Uma nova data ainda será marcada, mas a mesma tende a ser no mesmo dia da votação para presidente que é feita pelo conselho, e já terá com isso a participação dos 80 conselheiros que serão eleitos no começo de Abril e ainda poderá ser o primeiro ato do novo presidente eleito.

A manobra evitaria a história de falta de quórum que gerou o que foi chamado eleitoralmente de boicote, que na teoria não aconteceria por se tratar de uma assembléia onde costuma ter casa cheia e lista de presença completa, diferente da reunião realizada no dia 17 de Dezembro de 2013 onde não haviam conselheiros presentes suficientes para abrir votação. No caso da noite de Dezembro, é sempre bom lembrar que mesmo com a presença dos oposicionistas não haveria quórum suficiente, uma vez que eram necessários 170 conselheiros  (de 240 do conselho) para votação e apenas 133 (contando com a oposição) estavam no salão nobre do Morumbi, seja dentro ou fora do auditório onde acontecia a reunião, por isso de uma forma ou de outra, a votação não poderia acontecer.

O status atual do processo está num segundo estágio de análise do Conselho, o contrato jurídico foi analisado pelo grupo conjunto de oposição e situação e a princípio foi aprovado quanto a engenharia financeira e clausulas discutidas, ficando apenas um debate quanto ao projeto de engenharia que não foi apresentado na sua totalidade para análise, o que foi tema inclusive da última reunião do conselho, com discussões acaloradas. A oposição já deu aval para a aprovação financeira do negócio, mas quer analisar com conselheiros que são dá área de engenharia o projeto completo para evitar surpresas no meio da obra. A teoria é de que se o custo da obra já está orçado e os projetos definidos quanto à inovações e métodos construtivos, mesmo que o projeto ainda não esteja em estágio executivo (o que é normal antes de começar uma obra) o mesmo estaria numa etapa avançada, que possibilitaria uma análise sem maiores problemas por um corpo técnico capacitado. O valor da obra é muito alto para ser fechado com preço fechado sem o projeto estar em vias de finalização, o risco seria altíssimo pra qualquer construtora num caso contrário.

Além da parte de engenharia da cobertura, outro ponto em discussão no momento é o projeto de estacionamento previsto na atual proposta dividido em dois edifícios garagem, mas a ideia foi muito mal recebido pelos sócios. Os edifícios garagem propostos atualmente são idealizados em áreas verde e de convivência do clube, mas principalmente com acesso por uma rua que alaga (estacionamento de baixo). A oposição, em contra partida, já tem um projeto alternativo para o estacionamento que deverá ser colocado em discussão. Se os dois lados conversarem e chegarem num projeto final possa englobar as boas ideias de ambas propostas e que atenda à todos, a chance de ser aprovado o projeto global é muito maior, assim como a realização do sonho de seus torcedores de ver sua casa moderna e compatível com os novos estádios e arenas que estão sendo construídas.


A disputa pelo projeto de estacionamento pode parecer uma "besteira" em relação ao tamanho do projeto de cobertura do Morumbi, mas é bem relevante para o social e também para os torcedores e espectadores que irão ao estádio para assistir jogos ou shows. Lembrando que o associado tem todo direito de contestar o projeto que envolve a parte social por ser dono de um título e pagar mensalidade, é preciso entender isso. A união dos projetos é um caminho que traz uma luz no fim do túnel para que a votação tenha um final feliz com a tão desejada aprovação do conselho, assim como a liberação do projeto completo para análise.

Uma grande parte do árduo percurso para que o Morumbi seja enfim modernizado já foi percorrido, a aprovação mais difícil e meticulosa era da parte jurídica e isso já foi feita. O fundo de investimento continua valendo e aguardando a aprovação do conselho e se um entendimento acontecer até as eleições ainda haveria tempo de captação dos recursos, uma vez que foi anunciado pela diretoria que haviam 38 investidores interessados nas 20 cotas de investimento, e mesmo com a saída da Andrade Gutierrez haveriam 8 grandes construtoras interessadas na obra.

O processo e o projeto são complexos e a calma para fechar um bom negócio não pode ser confundida com demora e boicote, o SPFC e o Morumbi está acima de qualquer grupo político. Em diversos pontos cada lado tem suas razões, o que faz do debate um caminho importantíssimo para o entendimento. A politização do projeto é desnecessária quanto a campanha política, mas a fiscalização e questionamentos de uma oposição são mais do que necessárias para que o negócio seja botado a prova em todos os seus detalhes. A torcida fica ansiosa pra ver sua casa moderna, ainda mais com os rivais próximos de terem seus estádios novos inaugurados, mas com calma e vanguarda (o que o SPFC sempre teve) o Morumbi voltará a ser o orgulho do são-paulino, moderno, bonito, inovador e nosso, como sempre foi e sempre será... politica pode fazer o Morumbi, mas o Morumbi não pode fazer a política!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

No caso Morumbi todos têm culpa até que provem o contrário


A novela da cobertura do Morumbi teve mais um triste capítulo vivido pela torcida são-paulina, onde os personagens principais da trama tricolor mostraram que mais uma uma vez o SPFC parece estar em segundo plano. A busca insana e incessante pelo poder protagonizou um desfecho momentâneo para o sonho do torcedor são-paulino que chega ter requintes de pesadelo. A construtora Andrades Gutierrez, após desenvolver o projeto completo da reforma do Morumbi, passar por todo o processo de aprovação do projeto na prefeitura e da burocrático criação do fundo de investimento na CVM, anunciou por meio de uma nota oficial que estava desistindo da empreitada, alegando motivos como a não aprovação do mesmo na reunião extraordinária do conselho deliberativo no dia 17 de Dezembro de 2013, além de ter sido supostamente "ofendida" em assembléia geral para sócios durante a apresentação e abertura para dúvidas em relação ao projeto no dia 25 de Janeiro. Péssima notícia que pegou a torcida de surpresa, mas é importante analisar os fatos para não tirar conclusões erradas.

A nota oficial do SPFC de comunicação da desistência da construtora deixa bem claro e explicito que o acontecimento fatídico era decorrente de ações de boicote e posição contrária do grupo de oposição são-paulino em relação ao projeto. A falta de quórum na reunião do conselho e os questionamentos diversos que foram realizados no último dia 25 na apresentação do negócio aos sócios, teriam motivado o ocorrido, mas se juntarmos as peças do quebra cabeças, algumas peças e fatos não batem. A reunião do conselho não teve a presença dos oposicionistas, que optaram em não entrar no plenário para votar, mas segundo o estatuto seriam preciso 177 conselheiros na casa para que houvesse a votação, fato esse que não aconteceria mesmo que todos entrassem. Estavam presentes na reunião 133 conselheiros, sendo oposicionistas e situacionistas somados juntos, o que de qualquer forma impediria a colocação da aprovação em pauta, porém o noticiado e citado na nota de desistência foi que o suposto boicote teria impedido a aprovação.

A apresentação aos sócios durou mais de 4 horas com discursos, vídeos, explicações, imagens, perguntas e respostas sobre o projeto. Foi uma tarde esclarecedora e produtiva, mas também cansativa, tensa e recheada de debates acalorados, com um final relativamente tranquilo onde os dois grupos transpareciam uma sensação de dever cumprido pelo desgastante debate, porém ao que indica e é descrito no informe oficial, o SPFC já sabia da desistência da construtora e mesmo assim realizou o evento de mais de quatro horas sem mencionar em momento algum a gravíssima notícia, sempre enfatizando que estavam lá para responder todas e quaisquer perguntas pelo tempo que fosse, para que não ficasse nenhuma dúvida pendente. Atitude no mínimo contraditória.


O grupo oposicionista não está isento do embrolho também e tem sua parcela de culpa em relação aos argumentos apresentados, uma vez que durante no debate foi levado em pauta a reportagem da revista Veja de 14 de Dezembro de 2013 ("Rei dos Laranjas") que cita a construtora como uma das envolvidas no esquema de corrupção. A citação teria sido encarada pela Andrade Gutierrez com uma ofensa à empresa, o que teria sido uma dos motivos da desistência do negócio. Um questionamento desse nível não pode ser jogado em público no calor de um debate, é preciso ter mais parcimônia ao acusar alguém, mesmo que seja citando uma reportagem publicada numa revista com grande tiragem e de abrangência nacional. A empresa tem todo direito de não gostar de ser questionada e se sentir incomodada, mas pensando pelo lado da coerência, o que causa estranheza é o fato da construtora ser uma das maiores empreiteiras do Brasil e prestar serviço principalmente para o governo, com licitações públicas, envolvimento com disputas política, questionamentos, auditorias e acusações constantes em seu cotidiano.

Andrade Gutierrez é uma empresa com uma rotina e know how tão grande no mercado que chega a ser surpreendente que a política de um clube de futebol tenha afetado tanto a gigante da construção civil, mesmo tendo travado por quase dois anos uma verdadeira guerra de bastidores com o Internacional de Porto Alegre na reforma do Beira Rio. Na empreitada do Sul, chegou até a ter as obras paralisadas por problemas de financiamento. No caso do SPFC o pagamento da obra não seria o problema, já que os próprio diretores tricolores anunciaram por diversas vezes durante a apresentação do dia 25 de Janeiro, que a reforma só teria início assim que toda verba fosse captada, e que o fundo aprovado na CVM seria para 20 cotas de investimentos mas que já haveriam 38 investidores interessados no negócio, o que faz concluir que dinheiro não seria o problema nesse negócio.

Outras peças que não se encaixam no quebra cabeças da cobertura são algumas datas. O fundo de investimento que demorou tanto para ser analisado pela CVM, com meses e meses de burocracias e batalhas, foi aprovado no dia 15 de Janeiro (como anunciado também na apresentação aos sócios), apenas cinco dias antes da construtora manifestar seu desinteresse pelo negócio. Trabalhar e sofrer tanto viabilizando o negócio pra desistir menos de uma semana depois é algo intrigante, principalmente num processo tão desgastante. No mês de Abril as partes chegaram à uma fase de atrito tão grande pelo descontentamento por parte do SPFC na demora excessiva para obtenção das aprovações e burocracias para a obra, que fez com que o clube pensasse em trocar de empreiteira na ocasião. Há quase um ano a relação já não andava bem então.

Ainda seguindo as datas que não batem, como citado na nota oficial do grupo oposicionista, uma comissão criada para analisar e debater o contrato foi criada e trabalhava num relatório com um parecer sobre o negócio desde o dia 13 de Janeiro, com data limite para finalizar as análise até dia 31 de Janeiro. Oito conselheiros oposicionistas estavam se reunindo regularmente (as vezes até com a situação) para que um parecer fosse dado, inclusive com uma reunião marcada para o dia 30 de Janeiro com a própria Andrade Gutierrez presente, seria um encontro final antes da próxima assembleia do conselho deliberativo. A não comunicação das intenções da empreiteira nesse período, que já era sabido pelo clube, causa mais estranheza, assim como a desistência por parte da empresa apenas dois dias antes do encontro derradeiro.

A nota oficial do SPFC ainda cita que a construtora Andrade Gutierrez havia manifestado a intensão de se retirar da empreitada no dia 20 de Janeiro, cinco dias antes da assembléia geral para sócios e imprensa (convocada no dia 24 de Janeiro para os da 25 às 10hrs). A informação que pode ser desastrosa para o futuro do projeto deveria ser comunicada aos sócios e conselheiros presentes, pois era um dado importantíssimo até para o andamento do debate. Mais uma vez as datas e atitudes não casam.


A função do blog e a intenção do texto não é achar culpados e eleger qual grupo tem razão, muito pelo contrário, mas sim tentar entender e analisar seguindo uma sequencia lógica dos fatos e datas o que realmente aconteceu. Seria leviando da parte de qualquer um dizer que a situação não se empenhou no projeto, até porque a modernização do Morumbi vem em desenvolvimento há mais de 4 anos, com diversas reversões e aprimoramentos até chegar no belíssimo resultado que hoje está. Ninguém trabalha e se empenha tanto sem o intuito de concretizar o sonho de sua torcida, e por tudo que já ouvi e pude ter acesso, o projeto e o modelo de negócio são muito bons, sendo um belo trabalho da situação em pró do Morumbi. A analise jurídica dos contratos é um ponto que foge da alçada do blog, mas o conceito apresentado parece ser um dos melhores já vistos em vista da engenharia financeira. 

O papel da oposição é fiscalizar e aprovar o que for melhor para o SPFC, o que estava em plena execução por sua comissão. Fugir dessa premissa seria pensar mais na eleição do que no objetivo maior que é o Morumbi, mas é preciso ter cuidado ao fazer tal acusação pois o discurso oposicionista sempre foi a favor da modernização da casa são-paulina mas com transparência e sem ônus para o SPFC. O parecer da analise que estava em curso nem foi finalizado e muito menos divulgado, por isso é impossível afirmar que o projeto não seria aprovado numa próxima votação. Com todas as reuniões, analises feitas e os denominadores comuns acertados, uma não aprovação da oposição no conselho poderia ser interpretado como uma atitude contrária ao clube, e seria uma atitude muito errada e eleitoral do grupo, mas sem o fato consumado não há como afirmar isso.

Mesmo sem saber o resultado do relatório da oposição, os integrantes da situação saíram da apresentação do dia 25 com ar confiante nos rostos, tendo até o presidente Juvenal Juvêncio dito em entrevista à TV que o projeto seria aprovado de qualquer maneira, mesmo que fosse preciso mudar o estatuto. Pra quem já sabe que a construtora e "dona" do projeto está fora da empreitada, a atitude é bem estranha, porém ainda existe a interpretação ao ato de que o pior dos cenários ainda não chegou e o projeto pode ser levado adiante por outra construtora. Os parceiros XYZ (Arena25), Multipark e LACAN (Fundo de investimento) continuam no negócio, e o SPFC tem 180 dias após aprovação do conselho pra captar os recurso necessários. Se alguma construtora quiser herdar um negócio já todo desenhado e armado, além de um projeto completo já desenvolvido, a obra poderá ser tocada em frente.

O negócio não deixou de ser bom e o sonho da cobertura não deixou de existir, interessados pela oportunidade de negócio deve surgir pelo estágio avançado de negociação e viabilidade da empreitada. A adrenalina da torcida de ver seu sonho ruindo é normal, mas a análise dos fatos tem que ser fria para ver que se todos estiverem falando a verdade, o maior culpado pelo adiamento é a própria Andrade Gutierrez e não algum lado que disputa o poder tricolor. Óbvio que cada lado quer puxar pra si a força de uma obra dessa magnitude, mas é uma pena que o trabalho conjunto de análise dos contratos possa ter sido perdido ou apenas usado de fachada para o jogo político. Desistir de um projeto de quase meio Bilhão de reais com argumentos tão fracos é uma coisa a se pensar.

Enquanto se procura um culpado e o clima eleitoral toma conta da discussão, o único que perde é o torcedor são-paulino, que vê seu sonho virar pesadelo. Na análise fria da questão ambos os lados estão errados, pois o Morumbi é maior que uma eleição, é a casa tricolor. Achar o vilão não trará a cobertura, mas o trabalho em conjunto por um bem comum pode aproximá-la do Morumbi, enquanto que a guerra pelo poder só vai afastá-la. Que o SPFC avance como o nome da chapa da situação e seja forte como no nome da chapa da oposição pelo Morumbi, mas acima de tudo que seja e haja como seu torcedor quer, grande e vanguardista sempre pelo bem do clube. A política tem dois lado mas o torcedor só tem um, o do SPFC!... São Paulo é o Clube da Fé, então o que resta ao torcedor é torcer e acreditar num final feliz.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Cobertura garante voto, mas ninguém garante a cobertura


Não é novidade para ninguém que a disputa política dentro do SPFC cresce a cada dia, as eleições de Abril vão se aproximando e a animosidade entre os lados vai aumentando. O principal patrimônio e bem feitoria da torcida e para torcida não conseguiu fugir desse verdadeiro enrosco e engalfinhamento pelo poder Tricolor. A obra de cobertura do Morumbi, sonho antigo da maioria dos são-paulinos, está a cada dia mais enrolada e virando pivô de uma eleição como forma de angariar votos, seja qual for o lado. A situação tentou impor um contrato às "cegas" para o conselho com clausulas confidenciais que poderiam (ou não) lesar o São Paulo, o que gerou revolta da oposição. Do outro lado, a transparência era clamada e exigida pelos opositores para que o contrato fosse analisado por todos do conselho, que é soberano quanto aos contratos e decisões do clube, daí a razão dele existir.

Uma comissão foi criada dentro do grupo oposicionista para que o negócio fosse analisado por completo, com acesso aos contratos e todas suas clausulas. O acordo com a situação foi feito e todas as informações foram disponibilizadas, centralizadas num local só, onde os papeis estão liberados para leitura livre, mas sem poder haver reprodução ou divulgação dos mesmos. O sigilo está correto e é uma exigência das regras do mercado, e tudo caminha para que todas as dúvidas sejam sanadas, mas não é bem assim que a banda está tocando. O que era pra ser uma ação conjunta entre grupos "rivais" e um negócio a quatro mãos, se tornou uma arma política pra minar o grupo adversário, de ambos os lados.

Assim como na política do país, estados e municípios que vivemos no cotidiano, o carro chefe eleitoral sempre foi e sempre será a realização de obras, que crescem aos olhos dos eleitores de forma muito mais deslumbrante do que muitas ações e medidas. O grupo detentor do poder quer realizar a obra arquitetada por mais de 4 anos como a cereja do bolo eleitoral, e o grupo oposicionista tenta adiar a execução para depois das eleições, seja quem for o vencedor nas urnas. 

O conceito do negócio tem um modelo muito bem armado e costurado, com negociações extensas e muito discutidas com as partes envolvidas durante esse período, mas as "entrelinha" do contrato precisam ser analisados a fundo, e nisso a oposição acerta em cheio em exigir transparência. Na comissão oposicionista existem pessoas altamente gabaritadas para fazer uma análise profunda e avalizar o negócio. Advogados e economistas estão envolvidos no processo para que o melhor seja aplicado ao contrato e o SPFC não seja lesado, mas o tempo é um fator que acaba jogando contra os dois lados. Quanto mais tempo se demora para viabilizar o projeto, mais nos aproximamos das eleições e as pressões e animosidades aumentam. 

Foi estipulado um prazo de analise até o dia 31 de Janeiro, para que todas as dúvidas fosses levantadas, discutidas e acertadas, para então em Fevereiro fosse agendada uma nova reunião do conselho afim de votar a aprovação, ou não, do projeto. Novas exigências surgiram no processo, e a oposição agora quer analisar também o projeto arquitetônico e de engenharia, uma vez que acontecimentos recentes como do Engenhão que está interditado por insegurança da estrutura de cobertura, e do Parque Antártica que está com as obras atrasadíssimas, são exemplos que preocupam os conselheiros são-paulinos em relação à empreitada no Morumbi, para que não entre na mesma estatística de estádios com problemas, gerando um prejuízo enorme ao SPFC.

As preocupações são louváveis e pertinentes, mas todo esse processo político deveria estar aparte do maior patrimônio tricolor. O Morumbi é a casa do torcedor são-paulino e não deveria ser tratado como uma arma política para conseguir votos. Manobras políticas como a alteração do estatuto já são consideradas para a próxima reunião. Hoje para aprovação do projeto são necessários 75% dos votos dos conselho (177 votos), porém na última assembléia não foi atingido quórum suficiente, mesmo que o grupo de oposição assinasse a lista de presença. Apenas 130 conselheiros estavam na casa naquela noite. A manobra planejada é reduzir esse número para 50% dos votos (120 votos), ou maioria, mas pra isso seria necessária uma nova alteração do estatuto do clube, que por sua vez, pode ser feita com os mesmos 50% de votos planejados. A situação é representada hoje pela maioria absoluta no conselho, mas em Abril essa proporção tende a mudar muito, por isso uma alteração do estatuto passa a ser uma opção muito considerada pelos situacionistas.

O embrolho está formado, e todos querem puxar a sardinha para o seu lado, ambos os lados, e na realidade quem está perdendo com tudo isso é apenas a torcida que torce à distância por um Morumbi melhor, mais moderno e mais bonito. Notícias de que a oposição não aprovará de forma alguma a cobertura são infundadas e extraídas de frases soltas sem contexto, na maioria das vezes até sem citação dos autores, assim como notícias de que a situação é vítima de um boicote contra a cobertura. Os dois grupos agem estrategicamente como manda a política, e determinar através de um julgamento imparcial quem está com a razão é uma tarefa muito difícil, tendo prós e contras sobrando aos montes. A verdade é que ambos os lados trabalham para poder se beneficiar politicamente do sonho são-paulino, enquanto a torcida paga o pato esperando o desenrolar da disputa.

O lado bom da história é que o processo da cobertura está andando e a viabilização está sendo tentada. Pontos como os novos estacionamentos ainda são meio obscuros e talvez estejam mais distantes do que todos imaginam, até porque é necessária uma nova aprovação da prefeitura para construção dos mesmos, o que é um processo de alguns meses. A realidade é que muita água ainda vai passar embaixo dessa ponte, tentar achar culpados e vilões nesse processo é chover no molhado, e o que a torcida quer é que chova na cobertura, sem sair do Morumbi molhado... O Morumbi não tem dono, é de uma torcida inteira, pensem nisso dirigentes!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Quem é quem no #SPFC da Copa São Paulo 2014?


O ano mal começou e o futebol já mostra sua cara para os afixionados pelo esporte bretão. A Copa São Paulo de futebol júnior tem seu início logo nos primeiros dias de 2014 e com ela trás os novos e futuros craques das principais equipes do Brasil, mas também as piores e mais precárias. Placares elásticos e verdadeiros vareios de bola são naturais nesse campeonato disputado por garotos Sub-20, mas a diferença de estrutura e técnica das equipes tem que ser bem levada em conta nas primeiras fases do torneio para que não hajam avaliações precipidadas.
O SPFC vem esse ano com uma equipe muito promissora bem badalada na mídia e querida pela torcida. Carregada de esperânça para um futuro próximo nos campos profissionais, os jogadores e técnico recém subidos do ótimo time Sub-17 tricolor, campeão da Copa do Brasil, encontram os remanecentes dos júniores que antes eram comandados por Baresi. Muito criticado por quase todos, o antigo treinador dá lugar à Menta que treinava o famoso esquadrão Seb-17 (agora "ex") para rumar à China encabeçando uma parceria do Tricolor Paulista e um time local. Menta é muito bem conceituado e querido, prima por jogar pra frente com times ofensivos e que jogam solto, trabalhando bem a bola e de forma compacta. Uma nova cara deve surpreender os que acompanham a Copinha com regularidade, e muitos jogadores devem ser observados tanto pela torcida quanto pela comissão técnica sãopaulina.


GOLEIROS

O gol sempre é uma posição ingrata quando se fala em SPFC. Com o maior ídolo da história do clube atuando em alto rendimento mesmo com seus quase 41 anos, Rogério Ceni sempre dificulta a análise de seus companheiros de profissão pela comparação inevitável mas ingrata e injusta. Jairo é o goleiro mais promissor da geração e está na idade mais indicada para ser preparado para a suceção futura do ídolo. Batedor de falta e pênalti, Jairo se espelha e toma conselhos do M1TO mas precisa corrigir ainda alguns pontos em baixo das traves, tem muito potencial mas também muito a evoluir ainda.

Concorrendo por uma vaga no banco estão Lucas Perri e Rafel. Goleiro de estatura bem alta, Rafael é seguro mas deve ser coadjuvante, o que na vida de goleiro não é muito difícil de acontecer. Lucas Perri é ainda muito jovem mas vem pra Copinha para ganhar mais vivencia e ser preparado pra assumir o gol da categoria num futuro não muito distante. Pivô da acusações de aliciamento feita pela Ponte Preta, o garoto tem muito potencial e talento mas ainda tem um grande caminho a percorrer.

Fique de olho: Jairo, deve ser titular e terá sua grande chance após longo período se recuperando de uma contusão no joelho.


ZAGUEIROS

A defesa sãopaulina vem formada por jogadores muito técnicos, diferente dos antigos times juniores que se caracterizavam por uma defesa mais rebatedora. Lucas Silva, Lucas Possignolo e Hugo Domingos são os principais nomes da zaga e devem revesar entre os titulares, Lucas Silva e Hugo são ótimos no desarme e têm bom passe, o que torna uma zaga mais dinânima, mas o forte jogo aéreo e boa estatura de Possignolo podem lhe dar um espaço entre os 11 iniciais. Silas ainda entra como uma quarta opção, mas por destoar da técnica dos concorrentes deve apenas compor o elenco.

Fique de olho: Lucas Silva e Hugo Domingos pela técnica e Possignolo pela raça e estatura.


LATERAIS

Se a briga pela lateral direita tricolor no profissional é caracterizada pela carência de qualidade e opções, nos juniores a situação é o inverso. Auro e Foguete travam uma disputa cabeça a cabeça pela camisa 2 sãopaulina e da seleção brasileira. A disputa dos dois é um ponto positivo tanto pra eles que evoluem cada vez mais, quanto para o SPFC que ganha dois laterais em potencial para o futuro. Com cararcterísticas bem marcates e antagônicas, Auro se destaca pela consistencia, habilidade e marcação, poder esse trazido do meio campo que foi sua posição de origem quando mais novo, já Foguete é um tormento para as defesas adversárias, muito rápido e habilidoso, chega muito fácil ao ataque mas peca na marcação. A briga será boa.

Na lateral esquerda, recém chegado do Bahia, Inacio é a única opção para posição. Matheus Reis que costumava jogar por ali com Baresi apesar de ser volante, foi emprestado ao Atlético Sorocaba para o Paulistão, e Arthur que era o titular até ano passado foi para o América-RN após ficar sem contrato. Inacio é bom e promissor jogador, ataca muito bem mas peca na marcação, o que parece ser uma deficiência das mais comuns entre os laterais brasileiros nos últimpos tempos. Precisa corrigir essa questão e pode até fazer uma grande Copinha, mas não parece ser um dos observados para os profissionais ainda.

Fique de olho: Auro e Foguete, laterais muito promissores e com grande habilidade. Cada um na sua característica deve se destacar bastante. Serão observados com certeza.


VOLANTES

Setor primordial pra qualquer time, seja qual for a categoria, essa faixa de campo está muito bem servida para Copinha. Felipe Araruna, Gustavo Hebling e Matheus Queiroz são excelentes jogadores na posição. Os três têm ótima visão de jogo e bom passe, mas principalmente têm poder de marcação muito bom. Gustavo e Matheus costumam chegar mais ao ataque e finalizar, atuando tanto de primeiro volante quanto de segundo, já Araruna, fica mais recuado como o verdadeiro cão de guarda da zaga, mas engana-se quem pensa que é apenas um carregador de piano, muito pelo contrário o jovem volante tem grande potencial e consciência tática do desdobramento do jogo. Os três são grandes opções e devem se revesar no time titular, com pequena vantagem para Gustavo, que é o mais completo do trio com um passe muito bem trabalhado além também de uma marcação firme.

Fique de olho: Matheus Queiroz e Gustavo Hebling são jogadores bem completos, o que deve atrair o olhos do profissional, mas Felipe Araruna corre por fora com um potencial incrível e dinamismo em campo. Os três merecem atenção especial e devem aparecer logo no time principal do SPFC.


MEIAS DE LIGAÇÃO

O meio campo criativo tricolor é o setor de maior intesse do torcedor e que detém a maior estrela do time e da geração. Considerado uma jóia rara de qualidades dificilmente encontradas reunidas em um jogador tão novo, Gabriel Boschilia apesar de jovem já é "conhecido" da torcida. Meia com toque de bola apurado, o ambidestro camisa 10 ainda finaliza muito bem de longa e média distância. As infiltrações na defesa adversária deixando os atacantes na cara do gol ou arremates de fora, são lances comuns pra quem acompanha o mais promissor meia das ultimas gerações. É preciso calma com um jogador que se destaca tanto dos demais nas categorias de base, mas a aposta em Boschilia para um futuro de muito sucesso no profissional é quase certa.

O elenco ainda conta com o também promissor mas bem menos badalado Pedrinho, que é remanecente do time de Baresi. Bom organizador de jogadas e com bom arremate também, joga suas fichas nessa Copinha para ganhar uma chance no profissional. O meia de 19 anos tem potencial e evoluiu bastante, se encaixar no time recém promovido pode ser um dos destaques. Pedro leão, Lucas Fernandes e Leo Prado correm por fora por uma oportunidade, que deve acontecer no decorrer das partidas. Com características próprias, Pedro Leão se destaca pela pelo poder de armação, e assim como Lucas Fernandes e Leo, chega bem ao ataque para finalizar. Boas opções para mudar o ritmo do jogo ou tentar algo diferente.

Fique de olho: Boschilia é um jogador diferenciado e já é barbada que subirá ao profissional, Pedrinho tem grande potencial e tem tudo pra ser um dos nomes de principal destaque, sua hora chegou.


ATACANTES

O ataque sãopaulino é o setor mais povoado para essa Copinha, mas a mescla entre gerações Sub-20 e Sub-17 promete muita qualidade ao time. Vindos badalados e com muita moral do Sub-17, Joanderson e Ewandro são jovens mas muito promissores. Ewandro é um dos melhores atacantes que já passaram por Cotia, com velociade e habilidade fora do comum, sempre deixa seus golzinhos mas também sabe jogar pelos lados do campo. As vezes um pouco "fominha", Ewandro precisa apenas ser bem "moldado" para se tornar um grande atacante. Joanderson acaba de voltar da seleção e carrega consigo um faro de gol incomum, frio e calculista dentro da área o garoto é matador. Habilidoso e ineteligente, tem tudo pra ser um dos destaque ou até o artilheiro.

Remanecentes do Sub-20, Tyrone e Adelino são mais duas opções para o forte ataque tricolor. O sulafricano Tyrone é rápido, habilidoso e muito versátil dentro de campo, costumando infernizar a defesa adversária com sua velociadade com a bola e no drible. Precisa melhorar a finalização, mas mesmo assim ainda consegue ser goleador. Adelino ao contrário, é um centroavante de área trombador que não se destaca pela habilidade mas que compensa no figor físico e posicionamento. Por suas deficiencias precisa ser mais goleador pra conseguir desbancar Joanderson, até porque é sua última Copinha. Se começar no banco não será surpresa.

Correndo por fora no concorrido setor aparecem Pedro Bertoluzo, Paulo e Luiz Araújo. Pedro tem faro de gol e já substituiu bem à Joanderson quando estava na Seleção Brasileira, se saindo muito bem com bom posicionamento e gols (que é o mais importante). Paulo também foi muito utilizado e tem no vigor físico e na boa finalização suas características principais, jogando pelos lados do campo pode ser uma boa opção para mudar um jogo ou empurrar o time para o ataque. Luiz Araújo é quem mais corre por fora, e pode se dizer que literalmente, já que tem como  característica muita velocidade e o drible. pode ser uma boa arma para o técnico Menta que o conhece bem pra incendiar o jogo.

Fique de olho: Ewandro e Joanderson apesar de jovens são diferenciados, com muito talento, a dupla pode surgir no profissional muito em breve. Aposto numa boa Copinha de Tyrone, atacante inteligente que tem habilidade pra driblar e sabe fazer gol, tudo isso com velocidade, se souber equilibrar suas características tem tudo pra se destacar bastante.


Bons valores sempre surgem na tradicional Copinha e aliado ao fato do mercado da bola estar um tanto quanto estagnado e inflacionado, opções para compor o elenco num futuro próximo podem ser observadas e analisadas em ação num campeonato tão importante. Nenhum craque ou solução para todos os problemas do time devem surgir imediatamente, mas potencial e talento para ídolos do futuro tem aos montes, podendo ser a curto ou longo prazo... Paciência com a molecada pode render bons frutos, e ídolos! Boa Sorte Tricolorzinho!