segunda-feira, 4 de maio de 2015

Roupa nova, casa nova... Nova Megaloja no Morumbi vem aí!


Não é só de roupa nova que o SPFC desfilará nos próximos anos, se a roupa é nova a casa também será. A Megaloja do Morumbi, que andava bem esquecida, com pouquíssimos produtos e com uma decoração de "loja de bairro" durante o período que era administrada pela Penalty, já vai ganhando uma cara nova cheia de modernidades e com a personalidade inovadora da Under Armour. A marca americana já chega mostando todo seu know-how no mundo dos esportes e já deixando sua antecessora pra trás sem nem a reforma da loja estar pronta. Apesar do lançamento do novo uniforme tricolor, a loja ainda não estará aberta e funcionando como os são-paulinos sonham e esperam, mas o trabalho está bem adiantado e num rítmo bem forte para que seja colocada a nova casa da Under Armour no Brasil em funcionamento o mais rápido possível.

Com um design muito mais moderno e bem mais ousado até que a Megaloja da época da RBK, que já era bacana, a Under Armour importa o jeito americano de "vender" o esporte, usando uma linguagem contemporânea e diferente do que o futebol está acostumado a ver. A marca do SPFC é muito bem explorada e a identidade visual dos americanos já fica evidenciada mesmo antes de aparecerem oficialmente pela primeira vez. As linhas marcantes e muito bem projetadas para compor com a grandeza do nome do SPFC, mostrando que a loja terá uma personalidade única e atrairá muitos torcedores para conhecer seu espaço, produtos e ainda sair com a sensação e sentimento de orgulho por estar num ambiente finalmente pensado e desenvolvido para expressar o tamanho do Tricolor.

NOVA FACHADA DA MEGALOJA DO MORUMBI, COM DESIGN MUITO MAIS ARROJADO E MODERNO
NOVA FACHADA DA MEGALOJA DO MORUMBI, COM VITRINES EM NOVOS LOCAIS
NOVA FACHADA DA MEGALOJA DO MORUMBI, COM VITRINES EM NOVOS LOCAIS (foto: Arquibancada Tricolor)
NOVA FACHADA DA MEGALOJA DO MORUMBI, COM VITRINES EM NOVOS LOCAIS (foto: Arquibancada Tricolor)
LOGO DA UNDER ARMOUR ACIMA DO NOVO BALCÃO CENTRAL DA MEGALOJA (foto: Arquibancada Tricolor)
MEGALOJA DA RBK E PENALTY NO MORUMBI. DESIGN ANTIGO E BEM SIMPLES
MEGALOJA DA RBK NO MORUMBI. DESIGN ANTIGO E BEM SIMPLES, MAS AINDA MELHOR QUE A DA PENALTY
PRIMEIRA LOJA DA UNDER ARMOUR NO BRASIL NO SHOPPING MORUMBI EM SÃO PAULO

As mudanças na Megaloja serão profundas, apesar do local ser o mesmo da anterior. As vitrines que antes eram basicamente a loja com o campo de fundo emoldurando os artigos à venda, agora são tratadas como parte destacada da loja, deixando a sensação de ver o Morumbi de fundo a produtos reservada justamente quando o torcedor entrar nas dependências do estabelecimento através de um "túnel" igual ao que dá acesso ao campo vindo dos vestiários. Detalhes como esse que mostram como o diferente jeito de encarar e pensar o esporte, assim como todas as sensações e marketing que envolvem a paixão do torcedor, podem ser mais exploradas e usadas de uma forma melhor, uma vez que além de Megaloja oficial do SPFC, o espaço é usado como camarote em dias de jogos, e a nova cara do ambiente facilitará bastante para que os diferentes usos gerem sensações e resultados bons em ambos os casos. 

A loja no Morumbi ainda está em reforma e segue em velocidade acelerada para ser entregue, mas uma prévia do que o torcedor são-paulino pode esperar, está acessível na loja da marca no Shopping Morumbi, porém a MegaLoja do Sacrossanto não vai demorar para mostrar sua cara final. A parte interna já recebeu balcão, novo revestimento e até um logo gigante da Under Armour acima do balcão central do caixa. Finalmente a estrutura será compatível com o tamanho e importância do SPFC, uma loja contemporânea, bem feita, pensada e projetada nos detalhes e com ideias vanguardistas de como o esporte deve ser encarado. A parceria com a Under Armour já começa com o pé direito, e a tendência é melhorar muito e muito mais... Seja bem vinda Under Armour!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Carlos Miguel Aidar x Juca Kfouri - A carta da discórdia...


O ambiente político do SPFC anda mais quente que o clima infernal e sufocante da cidade de São Paulo. A disputa política rompeu os limites do Morumbi e chegou à imprensa, onde surgiram diversas acusações e denúncias nos últimos dias e semanas. Uma das polêmicas, surgiu após publicação de uma nota no Blog do jornalista Juca Kfouri, onde é comentado um suposto acordo para amortização da dívida tricolor através de parceria com a empresa BWA. Na ocasião da publicação algumas interpretações ao fato ficaram no ar e isso incomodou o mandatário são-paulino, que por sua vez enviou uma carta ao jornalista pontuando e rebatendo ao texto publicado, o que acabou gerando mais polêmica quando a mesma foi respondida na manhã de hoje no mesmo Blog.

Afim de expor às versões dos fatos, o Boteco do Morumbi teve acesso à carta do presidente Carlos Miguel Aidar e disponibiliza para que cada um possa tirar suas próprias conclusões. A intenção não é defender um lado ou outro da história, mas sim deixar o torcedor a par dos movimentos que fazem parte da disputa política do clube.

Carta na íntegra do presidente Carlos Miguel Aidar ao jornalista Juca Kfouri:


S. Paulo, 20/01/2015.

Senhor jornalista Juca Kfouri,
Antes de qualquer coisa, lamento que tenha se negado a ouvir minha versão para os fatos sobre os quais escreveu em sua coluna do último dia 15. Aliás, me surpreendeu também que o tivesse feito sem nunca me procurar para checar as informações que passa para os seus leitores, nem todos corintianos como o senhor, mas também muitos são-paulinos, que, com isso, infelizmente ficaram desinformados. Preferiu, assim, a versão distorcida de gente que hoje se dedica exclusivamente a tentar manchar minha honra e a atacar a atual gestão do São Paulo Futebol Clube.
Ao escrever e publicar seu texto, o senhor tenta, também, atacar a minha reputação e minha honra, apenas baseado em suposições. É minha obrigação, meu compromisso e característica de minha personalidade ser transparente e honesto nas minhas atitudes pessoais e profissionais, mais ainda, agora, em que estou novamente na posição de dirigente esportivo e em vias de completar 70 anos de idade, em que erros desse tipo podem custar caro, já que a expectativa de vida para corrigi-los é, naturalmente, cada vez menor. 
Pensei que ouvir os dois lados da notícia fosse obrigação ética dos jornalistas. 
Mas vamos aos fatos:
1 – Em resumo, em seus primeiros parágrafos do texto, o senhor fala de uma suposta conspiração para assaltar os cofres do clube. Sugere que toda a minha pregação por uma solução para a trágica situação financeira que o São Paulo FC enfrenta nunca passou de encenação, com o objetivo de fechar negócio com a empresa BWA.
2 – A dívida bancária do São Paulo hoje é de R$ 160 milhões e pode quase dobrar em um ano por conta de seus custos financeiros elevados. Isto é fato! Inexorável! Facilmente constatável através da simples análise dos dados financeiros do Clube. Chamar a atenção para essa informação é minha obrigação. Aliás, transparência é um dos pilares desta minha administração. Meu objetivo ao expor a dívida não foi gerar “alarme” e sim convocar os dirigentes e Conselheiros para que juntos possamos encontrar uma solução. Como poderia esconder esses números? Isso sim seria incompatível com minha conduta. Esconder dos associados, e dos conselheiros, informações como essa era prática corriqueira na administração anterior. Não na minha! Seria correto com os nossos associados não informá-los, nem chamar a atenção para essa situação? Nem mais cabe a discussão sobre como e quando essa dívida surgiu. Meu dever maior agora é buscar alternativas para solucionar o problema. Mas por estar cumprindo meu papel, o senhor me acusa de ter ardilosamente tramado essa divulgação. Ora, se não informamos, falta transparência, se informamos, somos mal intencionados.
3 - A decisão de buscar ou não uma solução para essa dívida será tomada soberanamente pelo Conselho Deliberativo. Trata-se de providência de tal importância que precisa comprometer cada um dos que nos ajudam a gerir o clube. O Conselho pode decidir que as soluções apresentadas não são adequadas e não servem ao São Paulo FC. Ou, podem entender que será melhor termos novamente caixa para investir em melhorias no social e investimentos no futebol para nos trazer o São Paulo de volta ao caminho da vitória, do qual nos distanciamos nos últimos anos. Seja qual for a decisão, será tomada soberanamente pelo Conselho, faço questão de repetir.
4 - Quando aceitei ser candidato, tinham me dito das dificuldades, mas a situação precisa só me foi transmitida no meu primeiro dia de mandato pelo atual Vice Presidente Administrativo, Sr. Osvaldo Vieira de Abreu, homem de confiança, como também o era na gestão anterior. Ele mesmo já teve a oportunidade de confirmar isto na mídia, na presença de Diretores, também para Conselheiros em diversas ocasiões. Quero esclarecer que não há paradoxo na permanência do Sr. Osvaldo Abreu na minha gestão, como alguns insistem em insinuar. A situação financeira do Clube não é resultado da incapacidade do Diretor Financeiro. Ela é resultante de escolhas administrativas que não deram certo, especialmente no futebol. Não fosse pela capacidade profissional e experiência do Osvaldo, a situação poderia estar pior. E aqui saio veementemente em defesa do Sr. Osvaldo Abreu, homem íntegro, probo e que goza de prestígio e credibilidade junto aos sócios e conselheiros do São Paulo FC. Rechaço suas insinuações contra ele ou qualquer outro membro da diretoria.
5 – O senhor também cita a venda do jogador Lucas. Este é um bom assunto, mas sobre o qual o missivista prefere não especular. Por quê? 
6 – Pelo seu texto não é difícil depreender a enorme admiração que nutre pelo senhor Juvenal Juvêncio. Respeito-a. Mas com certeza o democrata jornalista, sempre tão sensível às causas sociais, faria melhor juízo se conversasse com funcionários do Morumbi para saber como eram tratados pelo ex-presidente (mais uma informação que só vim a descobrir depois de assumir a presidência), se tivesse me procurado, poderia conhecer contratos que estavam escondidos nas gavetas e que agora nos deixam boquiabertos pela desfaçatez. Mas permita-me rapidamente dizer que sobre esses desmandos que encontrei e estou sanando, não falarei, pois o único prejudicado será o São Paulo FC, que está acima de qualquer disputa pessoal. 
7 – Sim, logo que assumi contratei o jogador Alan Kardec. E não foi só: vieram também Michel Bastos e Kaká. Preste atenção nos nomes. Sobre isso também cabe alguma acusação? Não parecem ao jornalista que essas contratações nada se assemelham com as de Cortez, Lúcio, Cañete, Pabón, Clemente Rodriguez e outros? E que esses e outros atletas que não atuam no elenco do São Paulo FC custam aos cofres do clube cerca de 22,8 milhões de reais ao ano em salários!!! Isso é mais um dos fatos que nos leva à situação de penúria financeira que estamos.
8 – Com a responsabilidade de quem preside um dos maiores clube do mundo, e sendo avalista da dívida, tenho procurado alternativas para resolver a questão, bem como solucionar o problema do nosso fluxo de caixa (relação receita/despesa). No caso da dívida, estudo com a minha diretoria, alternativas e inclusive a possibilidade de ceder a receita da bilheteria em troca de eliminação imediata do passivo bancário (principal, juros e amortização). A princípio, esta última, parece ser uma saída interessante, pois o custo financeiro mais a amortização anual da dívida são superiores a 92,4 milhões de reais (sendo 32,4 milhões de reais só de juros) e a média anual histórica da receita de bilheteria é de aproximadamente 22 milhões (em 2014 a receita com bilheteria foi 19,0 milhões de reais).
Note que, tudo isso ainda está na fase de estudos. Não há, REPITO, NÃO HÁ qualquer acordo firmado, muito menos assinado com qualquer fundo ou empresa nesse sentido. De fato, o que há é a contratação de uma nova empresa para prestar serviços de catraca e bilheteria, firmada no final do ano passado, a Ingresso Fácil Pré-Venda e Venda de Ingressos Ltda., em decorrência do encerramento do contrato que o São Paulo Futebol Clube mantinha com a empresa Total Acesso. 
No que tange à dívida, qualquer proposta que envolva cessão de receita será submetida à aprovação da Diretoria, e principalmente do Conselho Deliberativo, conforme preconiza o nosso estatuto. Aliás, vale destacar que a cessão de receitas para a obtenção de recursos não é uma medida inédita no São Paulo Futebol Clube, uma vez que no início do ano passado foi firmado contrato deste tipo com fundo de investimento que nos antecipou (a juros, é claro!) valores de cotas de televisão. Portanto, também no que concerne à dívida, não há trama diabólica premeditada. A diferença de lá para cá é que aquela negociação e depois celebração de contrato foram feitas sem divulgação alguma e sequer foi submetido ao Conselho Deliberativo.
9 – Outro erro que poderia ter sido evitado na sua reportagem: ainda que se (e somente se) o São Paulo Futebol Clube aceitar proposta nesse sentido (e não Legardè, como o senhor afirma) NÃO haverá o pagamento de comissão a quem quer que seja. Isso nunca foi sequer cogitado. 
10 – Ainda sobre suas insinuações a respeito de comissões à empresa da Sra. Cinira Maturana, embora eu entenda que todos os esclarecimentos sobre o assunto já tenham sido feitos, o senhor ainda não os entendeu. Não há problema, esclareço e os repito: o São Paulo Futebol Clube pagará, como sempre pagou, comissões para todos aqueles que trouxerem negócios que sejam bons para o Clube, principalmente sabendo-se da nossa delicada situação financeira. Essa é praxe de qualquer intermediação de negócios. Mas ela não beneficiará a referida senhora. Em maio do ano passado, o São Paulo Futebol Clube firmou contrato com a empresa dela, objetivando a captação de novos negócios. Entretanto, nenhuma comissão será ou foi paga àquela empresa, pois, a pedido dela e com a concordância do São Paulo Futebol Clube, o contrato firmado em maio do ano passado foi distratado no início de janeiro deste ano.
11 – A respeito das suas insinuações sobre o contrato com a Puma, vale lembra-lo: a) os documentos que provam nossas afirmações já foram publicados por pelo menos dois veículos de comunicação: o Diário de S. Paulo e o portal noticioso em que o senhor trabalha, o UOL; b) o não fechamento do negócio acabou gerando demissões na empresa alemã e essas providências só são tomadas quando alguém comete erro grave; c) as divergências entre São Paulo FC e Puma serão resolvidas em juízo, em ação proposta por nós. 
12 – Finalmente, cabe informá-lo que, para enfrentar o problema do fluxo de caixa, bem como a modernização da gestão (compromisso assumido em campanha) o São Paulo FC contratou o Instituto Áquila, que tem feito um trabalho primoroso (reconhecido pelos Diretores) para preparar o futuro do Clube. A partir deste ano, o São Paulo Futebol Clube trabalhará com metas objetivas para aumento das receitas, redução de despesas, desempenho esportivo e qualificação do quadro de colaboradores.
13 – E para sanar toda e qualquer dúvida sobre a lisura dessa gestão, estamos assinando contrato com empresa ilibada, de reputação internacional, conhecida como uma das “big five”, para que promova rigorosa auditoria sobre nossos balanços e contratos.
Eram esses os esclarecimentos que gostaria de ter feito e que, entendo, tinha o direito de ter feito antes da publicação da sua reportagem. Chega de polêmicas desmedidas, inverídicas, manipuladas e alimentadas por aqueles resistentes à mudança e que sofrem de abstinência de poder.
Não tenho disposição, idade ou desvio de caráter que me permitam participar de tramas diabólicas, novelas, filmes ou estórias. Não! Absolutamente NÃO!
Tenho certeza que a esperada credibilidade do jornalista o fará publicar minha resposta na íntegra. É o que espero. 

Carlos Miguel C. Aidar 
Observação: Sr. Juca Kfouri, o também jornalista André Kfouri, por sinal seu filho, dentro da melhor técnica jornalística, publicou matéria alusiva à minha filha, não sem antes, porém, ouvir-me e, na matéria, fazer menção ao meu posicionamento.


A intenção do Blog Boteco do Morumbi é de apenas informar, a carta reproduzida na íntegra é de responsabilidade do autor, sendo disponibilizada apenas para que o são-paulino e torcedor em geral possa tirar suas conclusões e formar sua opinião. A disputa política deveria se restringir aos corredores e alamedas do Morumbi, não se expandir para a mídia tomando proporções incontroláveis... O SPFC é maior que qualquer disputa política, e sempre será!

sábado, 3 de janeiro de 2015

Quem encabeça o ataque do SPFC em 2015?


A temporada 2015 nem começou e a briga por uma posição no ataque tricolor já é acirrada, mas por incrível que pareça, apesar do elenco são-paulino já contar com astros como Luis Fabiano, Alan Kardec e Alexandre Pato que na teoria saem na frente na disputa pelas duas vagas do ataque, o setor movimenta o mercado da bola. O elenco do SPFC ainda conta com a esperança da base Ewandro e o já experimentado, porém não muito aprovado pela torcida Ademilson, mas o que mais agita os bastidores é um atacante que corre por fora de forma peculiar, rompendo as barreiras do CT da Barra Funda e do Morumbi, um atacante de "sete cabeças" que ninguém sabe ainda quem será e que chega a envolver até rival na disputa. 

Osvaldo não entrou na relação dos que disputam a posição no ataque justamente porque sua cabeça, apesar de estar a prêmio nas especulações, é a número um desse atacante multifaces. O cearense não vive bom momento há mais de dois anos, sendo questionado fortemente pela torcida e analistas. A resposta às críticas pode até ser vista em alguns números de suas estatísticas recentes, mas cuidado para não se enganar com interpretação errada dos números. Ele é líder em assistências no time, esse é um item importante mas é sempre bom lembrar que ele bate escanteio e faltas, o que ajuda bastante pra subir esse número mesmo sendo reserva, mas se nesse item ele empolga, na questão de fazer gols a coisa complica, sendo que ele não marcou nenhum nos últimos dois Brasileirões. Tudo bem que marcou em outros campeonatos, mas 4 gols em 59 jogos (em toda temporada 2014) não chega a empolgar. 

Foi exatamente analisando esse cenário do Osvaldo, combinado a um contrato que se aproxima do final que o SPFC começou a procurar um atacante de velocidade para o elenco, e é justamente aí que nosso "novo atacante multicabeças" ganhou alguns crânios e faces a mais. As cabeças mais evidentes no momento e que parecem ameaçar mais a principal são as dos jovens Dudu e Wellington Nem, ambos vêm da Ucrânia onde as negociações não são nada fáceis pela abundância de dinheiro no mercado do futebol, mas são possibilidades bem reais de acontecer, um dos dois é a bola da vez pra assumir o comando do corpo do nosso atacante. Dudu é um atacante cobiçado por grandes clubes brasileiros não por acaso, tem muita velocidade e objetividade em campo, apesar de muitos falarem que seus números não são bons, ele supera Osvaldo em praticamente tudo só perdendo em assistências, e em termos de gol, se não empolga também não é tão ruim para um ponta, tendo 7 gols em 53 jogos de toda temporada 2014. Wellington Nem saiu do Brasil em 2013 por isso é mais justo que seja feita a comparação com base nesse ano, e aí que somos surpreendidos com sua avaliação, já que apesar de quase não ter assistências (teve uma só) ele fez os mesmos 7 gols do Dudu, mas em apenas 19 jogos de sua curta temporada de 2013, o que o torna uma das principais cabeças a ser considerada. Dudu ainda se destaca bastante na qustão dos desarmes, um atacante que marca é sempre muito útil para aliviar a defesa e ajudar o meio campo, assim como a estatística de faltas recebidas e finalizações, se caracterizando por um jogador que inferniza e chama a marcação abrindo espaço para ele próprio ou os companheiros chutarem para o gol. Proporcionalmente pelo numero inferior de jogos, Wellington Nem também se destaca nesses critérios, o que mostra um equilíbrio de ações na analise.

O nosso atacante ainda tem mais quatro cabeças bem mais improváveis, mas que merecem atenção por sua relevância no futebol e por serem opções já especuladas no criativo período de janela de transferências. O quarteto de cabeças vem "encabeçado" por Diego Tardelli que foi especulado no final do Brasileirão 2014 mas tem proposta milionária da China e não é visto com muitos bons olhos por alguns no SPFC após sua passagem anterior pelo clube. Guilherme, também do Atlético-MG é mais uma boa cabeça para nosso atacante, com contrato no final no time mineiro está livre para assinar com quem quiser, mas a sua pedida assusta à todos que já ouviram, boa opção com muita qualidade, seria uma aposta cara então sua cabeça perde força e acaba ficando de boné esperando pra ver o que lhe acontece. Bernard é mais um que tem chance praticamente nula de chegar, mas como foi especulado entra na comparação, o atacante que ficou conhecido por sua "alegria nas pernas" acabou entrando no criatividade da janela de transferências por estar com a cabeça no Brasil após os conflitos na Ucrânia, porém seu valor de mercado e salário são impossíveis para o mercado Brasileiro. A última cabeça do nosso atacante é Robinho, o cara das pedaladas, que ainda não foi especulado mas é um nome que não pode ser descartado, já que o Santos anda muito mal das pernas financeiramente e a possibilidade de saída de seu ídolo é bem grande. O SPFC não foi atrás até agora porém ele esteve perto de vir quando saiu do Manchester City, e sua qualidade e experiência são pontos importantíssimos pra quem quer ter um elenco campeão. Essas quatro cabeças são quase impossíveis de serem viabilizadas, mas para enriquecer a comparação e o cenário atual, é bom ter mais referências e números de bons, renomados e caros jogadores para se balizar.


JOGADOR (TEMP.)
G
PC
D
FC
FE
FR
A
CA
CV
TJ
OSVALDO (2014)
4
932
115
18
42
82
14
7
0
59
DUDU (2014)
7
1080
241
29
41
173
7
8
0
53
W. NEM (2013)
7
304
37
18
18
50
1
5
0
19
TARDELLI (2014)
15
1572
279
46
71
67
1
7
1
50
GUILHERME (2014)
10
861
133
33
31
48
7
6
0
41
BERNARD (2013)
7
488
64
22
29
47
7
6
1
25
ROBINHO (2014)
9
589
105
20
22
48
1
3
1
21
G - GOLS / PC - PASSES CERTOS / D - DESARMES / FC - FINALIZAÇÕES CERTAS / FE - FINALIZAÇÕES ERRADAS / FR - FALTAS RECEBIDAS / A - ASSISTÊNCIAS / CA - CARÕES AMARELOS / CV - CARTÕES VERMELHOS / TJ - TOTAL DE JOGOS
INFORMAÇÕES: footstats.net


O que é fato em todas essas cabeças é que nosso atacante tem uma cabeça atualmente que pertence ao Osvaldo, mas que tem grande chances de perde-lá numa guilhotina, tem também cabeças fantasiosas e improváveis como Tardelli, Bernard, Guilherme e Robinho, que são ótimas opções mas são muito caros e destoam da política e situação atual do clube. As cabeças que são prováveis são as de Dudu ou Wellington Nem mesmo, por isso mesmo que o foco na comparação foi neles. Analisar só números é uma forma muito fria pra poder dar um veredito, até porque as variáveis de condições dos times que jogaram, parceiros em campo, esquemas táticos e muitas outras devem ser levadas em consideração, mas de qualquer forma da pra cravar que qualquer um dos dois será um excelente opção. Os valores que envolvem os dois são muito subjetivos por serem sigilosos, mas o fato é que se Wellington Nem leva vantagens nos números e estatísticas, no fator custo deve custar aos cofres Tricolores o dobro numa negociação, com uma certa equivalência em termos de salário, mas como o importante é a análise comparativa e não o balanço anual financeiro do clube, se esse for o item fiel da balança quem bate o martelo é o diretor financeiro, uma vez que qualidade técnica são semelhantes.

O que cabe ao torcedor é torcer para que o melhor seja incorporado ao elenco e deixe o SPFC muito forte e recheado de grandes opções no ataque para disputar e ganhar títulos em 2015. A verdade é que quando o "atacante de 7 cabeças" for definido, Muricy terá seis ou sete atacantes (cada um com uma só cabeça) para montar e variar o time nas diversas competições que tem pelo ano. O elenco vem sendo bem montado, agora é torcer muito pelos títulos... Vamos São Paulo, vamos ser campeão!


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

FELIZ 2015 M1TICO!



O Boteco do Morumbi passou por um período de férias, mas em 2015 volta com muita informação, curiosidades, bastidores e junto com o SPFC comemorando as conquistas que vem por aí num ano que promete muitas alegrias aos tricolores!

Um feliz ano novo!... que seja um ano M1TICO à todos os são-paulinos!



sábado, 14 de junho de 2014

Kaká nunca esteve tão perto do Morumbi... Sonho? Talvez não


O clima no Brasil é total de Copa, uns torcendo pra seleção brasileira e outro nem tanto, mas a torcida são-paulina pode acabar torcendo por um jogador que nem no mundial está, Kaká pode estar muito próximo de voltar para seu clube formador após anos e anos de Europa. Atualmente jogando no Milan, o meia brasileiro tem uma clausula em seu contrato que o liberava a partir de 30 de Junho em caso de não classificação para os principais torneios continentais, o que acabou não acontecendo ao final da temporada do time milanês, como o clube atravessa uma crise financeira e o meia já começa a ver sua idade avançar para o recomeço do clube na Europa, a possibilidade de voltar pro Morumbi ganharam muita força.

Muitos boatos vêm aparecendo nos últimas semanas, includindo até uma possível separação de sua esposa Carol Celico, o que foi negado por sua assessoria através de uma nota oficial, mas ela mesmo já deixava uma pista no ar quando dizia que "o casal comprou um novo apartamento em São Paulo, onde deverão morar em um futuro próximo, quando o jogador voltar a jogar em um clube brasileiro". Os indícios começavam a surgir, mas após viagem pra Fernando de Noronha com seu irmão, Kaká está em São Paulo para acompanhar a Copa do Mundo e justamente nessa estadia que a negociação com o craque esquentou depois de um bom tempo de conversas iniciadas pelo pai de Kaká. Informações dão conta que até escola para seus filhos já foi vista, mas até agora tudo está no campo da informação extrajudicial porém de fontes bem confiáveis, o assunto dentro do SPFC começa a ferver e o que parecia sonho começa a ter grande possibilidade de virar realidade, sendo até cravado como certo já por alguns. 

A repatriação do ídolo são-paulino seria uma dor de cabeça pra Muricy armar o time, mas como o próprio treinador já afirmou, seria uma dor de cabeça boa de se ter, afinal de contas é melhor ter opções boas sobrando do que faltando. Além de agregar demais no campo, Kaká seria um líder do elenco e uma arma poderosíssima para o marketing tricolor, atraindo patrocinadores não só para bancar seus vencimentos mensais mas também as cotas de patrocínio master que o SPFC acaba de perder com as saídas de Semp Toshiba e  Wizard. O plano de marketing para trazê-lo não tem segredo e envolve cotas a serem exploradas por patrocinadores que dividiram com o Tricolor as despesas com o atleta. O meia tem um espaço enorme na mídia brasileira e mundial, com contratos milionários de propaganda, além de ser um sucesso nas redes sociais, com mais de 19,2 milhões de seguidores no Twitter e mais de 28 milhões no Facebook. A título de comparação, o próprio SPFC tem hoje pouco mais de 1,16 milhão de seguidores no Twitter e 4,7 milhões no Facebook, ou seja, Kaká tem uma impacto e repercussão de mídia espontânea no pior dos casos 7 vezes maior que um clube gigante como o São Paulo.

As informações de momento dão conta que o acerto está muito próximo de ser selado, mas como o futebol é dinâmico é sempre bom aguardar o desfecho dos fatos. Há quem diga que o Orlando City (adversário do SPFC em amistoso durante a Copa) é um forte candidato a levar o jogador para os EUA, e jogar por lá sempre foi uma vontade do ídolo tricolor, porém nos últimos tempos o plano do craque tem mudado e já é comum o comentário entre amigos de que a hora de voltar ao Morumbi está chegando. Se o SPFC quiser um Kaká que traga retorno ao clube tanto em campo quanto financeiro, o momento é esse. Apesar de ser um atleta caro, que tem um salário com padrão de astro do futebol, com um bom plano de marketing e estratégico o meia se torna viável e ainda arrecada uma boa renda para o Tricolor, caso semelhante ao que aconteceu com Ronaldo e o rival Corinthians.

As cartas estão na mesa e o jogador está em um momento propício para seu retorno, agora é o SPFC conseguir conciliar todas as variáveis para viabilizar o que seria uma das maiores contratações da história do clube (em termos de impacto) e um sonho para a grande maioria de seus torcedores, ver o trio Rogério Ceni, Kaká e Luis Fabiano atuando juntos novamente. A molecada aprenderia muito com seus ídolos jogando ao seu lado e saberiam bem o que significa ser ídolo do São Paulo. Até dia 30 de Junho tudo deve ser definido, seja pra fechar o negócio ou não, mas o cenário hoje é altamente favorável. A camisa 22 que Kaká tanto gosta está vaga, é só ele chegar e vestir, e isso parece estar bem próximo de acontecer.... A camisa 5 também está vaga pra Lugano, mas isso fica pra um próximo post! Vamos aguardar!




quarta-feira, 21 de maio de 2014

O fracasso da cobertura não tem um culpado, tem todos!


O sonho de um Morumbi coberto foi por água abaixo, pelo menos com o atual projeto e investidores o negócio não sairá mais. O SPFC terá que começar a remar novamente um longo caminho até a modernidade de seu tão tradicional estádio, mas é bom explicar o que aconteceu na realidade dessa decepção. O jogo político pode acabar mascarando e direcionando o julgamento do torcedor erroneamente, nem tudo o que se lê a respeito tem 100% de verdade, mas também não tem a mesma porcentagem de mentira, num universo tomado por dirigentes que conseguem escapar pelas tangentes nas perguntas ou responder como bem interessa para o seu benefício, alguns pontos ficam esquecidos na verdade dos fatos.

A culpa pelo fracasso da obra está sendo toda direcionada para o grupo oposicionista, e de certa forma está correta essa culpa, mas não é só da oposição o fardo a ser carregado. Na política tricolor (em todo clube é assim também, infelizmente) tudo vira motivo para ser usado contra o seu adversário e culpar um único grupo por tamanho vexame perante a torcida é um prato cheio, mas o que se vê nessa história toda são dois lados que estão repletos de equívocos e culpa pendurados em suas costas. Os dois lados políticos do SPFC têm uma parcela de culpa em suas contas.

O boicote oposicionista à votação de aprovação do modelo de negócio para a sonhada cobertura foi um dos motivos mais contundentes do fracasso da empreitada, atrasou o curso dos cronogramas propostos e de certa forma afugentou possíveis investidores, mas não se pode dizer que foi o motivo determinante para que o sonho tricolor se distanciasse da realidade. A atitude de formar uma comissão de notáveis para analisar o projeto, contratos e o negócio em sim foi uma ótima ideia e até certo ponto surtiu efeito, porém a proximidade do pleito eleitoral acabou transformando uma análise importantíssima em uma disputa recheada de acusações e teorias de ambos os lados que desvirtuaram totalmente o propósito inicial. 

A comissão oposicionista concluiu os trabalhos de análise dando aval com ressalvas quanto ao negócio, mas com aprovação jurídica do contrato. As ressalvas eram pertinentes quanto às garantias que o SPFC deveria dar para o negócio e para o Fundo de Investimentos, existia uma divergência de quão seguro seria ao clube no caso do negócio dar errado, questão essa que poderia ser facilmente debatida e solucionada mas não foi. O projeto em si sempre foi o calcanhar de aquiles da análise, sendo diversas vezes questionado quanto a sua real existência física, e é aí que começa a entrar também a culpa situacionista, já que diferente da parte jurídica, a parte de engenharia e arquitetura acabou ficando um tanto quanto nebulosa aos olhos dos analistas. Um projeto desse tamanho e importância financeira dificilmente estaria em fase avançada de desenvolvimento ainda no estágio de viabilidade, mas pelo negócio ser de risco, com modelo de negócio com "preço fechado" e obra orçada em mais de R$500 milhões, o grau de desenvolvimento deveria ser mais avançado que o normal no mercado. A informação do engenheiro responsável pela análise foi de que muitos projetos ainda se encontravam pendentes ou até mesmo inexistentes até o momento.

No mercado imobiliário é comum que um pré-orçamento seja feito no início do projeto para avaliar a viabilidade do empreendimento, porém o Morumbi se trata de um obra especial, onde o intuito da obra e do empreendedor não visa a venda de unidades mas sim a exploração de serviços, o que acaba transformando o retorno financeiro numa situação completamente diferente. A engenharia financeira é  feita para que o retorno seja fracionado a longo prazo, o que torna a obra um instrumento valiosíssimo para que o investimento seja muito bem feito e sem desperdícios, uma vez que a margem de lucro e retorno dependerá de uma obra econômica e o mais fiel possível ao orçamento viabilizado, por isso o avanço de projetos como estrutura, fundações e algumas outras áreas especificas e técnicas são primordiais num projeto de estádio, ainda mais no caso de uma reforma tão restritiva como a do Sacrossanto, onde a variação do preço fibnal existirá fatalmente.

O projeto de estacionamento proposto e citado como parte fundamental para a viabilidade do negócio não foi apesentado para a prefeitura, e consequentemente não havia previsão alguma de aprovação ou obtenção do alvará para a construção do mesmo, além de estar previsto numa de possível área de desapropriação para a linha 17 do metro (monotrilho). A locação próxima de um edifício feito por Artigas, mesmo que não seja tombado, ainda geraria um tramite maior dentro dos órgãos públicos e acarretariam numa demora na aprovação que o são-paulino já bem conhece. Existia um projeto da oposição de um estacionamento em outro local na área social, projeto esse que foi solicitado pela situação mas que não evoluiu dentro da diretoria, talvez por alguma questão política de "autoria" da ideia, mas também existe a alegação dos situacionistas de que o projeto alternativo teria sido rechaçado pela Andrade Gutierrez por sem mais caro. Com a misteriosa desistência da construtora o mesmo poderia ter sido reestudado, mas acabou entrando como mais um objeto de disputa interna política, travando ainda mais o embate dos dois lados.

No embalo de quem tem culpa ou não na história, é normal esquecerem de olhar para o próprio grupo de investimento, que é formado pelo grupo Lacan, onde em reunião com o presidente Aidar na semana passada retirou seu interesse em financiar a obra por motivos diversos além da disputa interna. Os argumentos do grupo abrangem a dificuldade de captação de recursos num período de Copa do Mundo no Brasil e Eleições para Presidência da República e Governos dos Estados, eventos de grandes magnitude e com alta captação de investimentos no mercado. Outro fator que ajudou a afugentar os investidores foi a ameaça de mudança do estatuto ou atá a "interpretação" do mesmo existente para aprovação do projeto, onde mesmo que não chegassem aos 75% dos votos a favor e não só de presença no Conselho Deliberativo como diz no regimento, seria declarada aprovada a questão em votação, o que gerariam inevitáveis ações na justiça. Com o estatuto atual sub judice até hoje, o grau de risco para os investidores de verem seu capital preso à uma ação na justiça tornou o negócio altamente instável. O fundo criado e aprovado parta tal captação continua valendo com data até 15 de Julho para ser ativado, tendo a possibilidade de renovação do prazo para tanto, mas a dificuldade na captação e riscos continuariam sendo os mesmos.

No resumo geral o que percebe-se é que o culpado por tudo isso não é a oposição, a situação ou os investidores, mas sim uma somatória de equívocos e guerra de egos que prolongaram um assunto que precisa de muito debate e esclarecimentos. O modelo de negócio era muito bom, uma oportunidade bem interessante para o SPFC, porém a forma que foi conduzida por ambos os lados em determinados momentos cruciais da empreitada, acabaram o transformando num grande embate onde ninguém saiu ganhando, apenas o SPFC que saiu perdendo. O momento agora não é de eleger culpados, mas sim de aprender com os erros para que o sonho de ter um estádio modernizado se viabilize, e isso só acontecerá se todos trabalharem juntos, sem auto promoção ou picuinhas partidárias, o SPFC e o Morumbi têm que estar acima disso. 

Um novo projeto já é comentado nas alamedas e corredores do Morumbi, as conversas variam entre uma cobertura mais simples sem espaço de Arena pra shows, e consequentemente com um preço muito mais baixo que possibilitasse ao SPFC bancar com recursos próprios, ou até uma reforma mais ampla e profunda do Morumbi em parceria com uma construtora, tendo até a possibilidade mesmo que remota de um novo estádio em outro local. Essas possibilidades não passam atualmente de conjecturas e não são informações concretas, mas sim rumores de bastidores, mas o que é certo é que o Morumbi não deve ficar como está, o plano de modernização deve e já está continuando a seguir pontualmente até que a nova empreitada seja arquitetada. Novidades no Concept Hall e possivelmente no anel superior das arquibancadas estão chegando e já são realidades que se tornarão públicas num futuro bem próximo, mas o Morumbi e os são-paulinos merecem muito mais do que isso... O sonho não necessariamente acabou, talvez tenha sido apenas adiado, vamos aguardar e sonhar!




segunda-feira, 7 de abril de 2014

Votação de aprovação da cobertura do Morumbi marcada!


A primeira parte da eleição passou mas o jogo político continua a toda nos corredores do Morumbi. No próximo dia 16 de Abril será realizada a assembleia de votação do novo presidente são-paulino já com o novo conselho eleito no último dia 6 de Abril, a previsão é de casa cheia devido a importância do tema em pauta, mas não será só isso que estará em questão na noite. Aproveitando o quórum provavelmente máximo do conselho, a aprovação da obra de cobertura do Morumbi foi colocado na pauta do dia, chegando assim nos 75% mínimo de presentes para que seja aberta votação do projeto.

Juvenal Juvêncio estava reticente de convocar a votação para o mesmo dia da eleição pra presidente, mas convencido da manobra pelo candidato à presidência pela situação Carlos Miguel Aidar cedeu e incluiu na pauta do dia a polêmica votação. O temor do atual mandatário tricolor era que um novo fracasso nesta segunda tentativa acabasse de vez com as chances de realizar o projeto, uma vez que o negócio conta com participação absolutamente dependente de investidores, que dificilmente permaneceriam interessados após um segundo e revés em sua aprovação. Os valores envolvidos são altos e uma nova recusa poderia gerar uma incerteza dos cotistas do fundo quanto a estabilidade do negócio, onde é necessária uma cumplicidade e parceria muito grande entre as partes.

Os cotistas interessados em preencher as 20 cotas do fundo de investimento ainda se mostram suscetíveis ao negócio, assim como as construtoras que demonstraram interesse na execução da empreitada, que mantém seus olhos voltados para o resultado da reunião do conselho. É sempre bom lembrar que o prazo para captação dos recursos e cotistas de 180 dias começa a contar após a aprovação pelos conselheiros, o que dá uma margem boa ao SPFC para conseguir realizar uma concorrência entre as construtoras em paralelo à captação dos investimentos. A postura atual do clube é de fechar com a melhor proposta técnica atrelada à prazo, qualidade e logística, uma vez que o preço da obra é fechado e bancado pelo fundo, entrando assim na história apenas para negociar com a futura vencedora da concorrência.

A escolha de uma nova construtora não é tão simples como se imagina, até porque o trabalho deixado pela Andrade Gutierrez estava em pleno desenvolvimento, tendo ainda que retomar os projetos específicos e implantar a metodologia e padrões de quem for o executor da empreitada. Todas as etapas de projeto podem e devem seguir seu curso natural após esse primeiro momento de adaptação, não sendo um grande problema, mas será um período bem trabalhoso que demandará um tempo considerável para o início das obras. Tudo depende de um aval do conselho para que dê início à diversos trabalhos.

Sem motivação eleitoral o assunto pode ser tratado de forma diferente em ambos os lados (situação e oposição), mas com algumas questões ainda estão pendentes e são contestadas, a previsão é que aa votação não será fácil, ainda mais depois de uma provável seção tensa de eleição para presidente, onde os nervos poderão (e deverão) estar à flor da pele com uma disputa que ainda pode ser muito acirrada no pleito presidencial. As coisas não são fáceis e simples como parecem ser, muito está em jogo e a aprovação é uma coisa bem complexa e complicada, a perspectiva atual é de que a aprovação é possível, mas não será fácil.... Que seja feito o melhor para o SPFC e para o Morumbi!

sábado, 5 de abril de 2014

A eleição do SPFC já tem um vencedor!


As eleições do SPFC finalmente chegaram, o martírio dos últimos meses carregados de acusações e provocações de ambos os lados chegou ao seu dia derradeiro. O clima no clube é de total disputa já faz algum tempo, cada espaço pra campanha era disputado dia após dia, muitas camisetas vermelhas e amarelas desfilavam pelas dependências do social como uma verdadeira parada eleitoral, hora com vantagem de um lado hora do outro. Tudo numa disputa saudável e sempre levada na esportividade, sem maiores confusões e discussões, o que prova que o principal objetivo nesse processo todo aconteceu, criou-se uma oposição para uma situação que não tinha adversários. A fiscalização e cobrança voltaram a existir, e quando falo em volta de existência de uma oposição, não digo no sentido de enaltecer o grupo chamado "SPFC Forte" que hoje se declara opositor, mas sim a volta de um confronto de idéias e conceitos, atitude esquecida faz algum tempo no SPFC. 

A política de um clube é altamente dependente de dois lados fortes que se confrontem e se fiscalizem, fazendo com que quem esteja no poder não seja consumido por ele. É inegável que Juvenal Juvêncio fez coisas muito boas pelo Tricolor, seja no time, no estádio e no social, mas a perpetuação no poder e falta de uma oposição no momento de transição da presidência acabaram acarretando num terceiro mandato desastroso, que de certa forma faz um dos grandes mandatários da história são-paulina sair de forma melancólica em baixo de uma chuva de acusações. De aclamado pra presidência, Juvenal foi à aclamado pela renuncia por força da torcida, situação surreal se pensada alguns anos atrás, mas que nada mais é do que os frutos de uma gestão que de tão centralizadora acabou sucumbindo à falta de oponentes.

O julgamento atual do folclórico presidente pode soar como exagerado para alguns, e justo para outros, mas a verdade é que essa conta também merece ser repartida com todos os que o assessoravam e se acomodaram, sem mostrar ambição de ser o próximo na linha de sucessão e se preparar para que o clube chagasse ao ponto que chegou. Assim como um clube não tem dono, um grupo forte é aquele que vários podem geri-lo, esse era o legado de Marcelo Portugal Gouveia que acabou sendo esquecido com o passar dos tempos e dos mandatos. Uma diretoria coesa e sintonizada é a receita pro sucesso de uma gestão, mas quando tudo é apoiado num só pilar enquanto os pares apenas se gabam e se beneficiam de realizações alheias feitas por um só gestor, a tendencia é o sistema ruir. 

Considerado um dos maiores presidentes da história tricolor, Marcelo Portugal Gouveia fez o SPFC ressurgir de tempos tenebrosos para resgatar a vanguarda do Tricolor Paulista. O legado deixado por ele deveria ter sido melhor aproveitado, onde muitos eram ouvidos e os parceiros de gestão se preocupavam em fortalecer o SPFC. O trabalho em equipe e o compromisso global eram o ponto alto para as realizações vanguardistas que mexiam com todo o futebol brasileiro. O tempo passou e os que hoje se declaram seguidores fieis do folclórico Juvenal Juvêncio, na verdade mais contribuíram para que o verdadeiro reinado do SPFC no futebol brasileiro desmoronasse, do que o tão vitorioso Tricolor fizesse jus ao apelido de "Soberano".

A soberba é apontada por muitos como o motivo da derrocada, mas acredito que a acomodação foi muito mais vilã nesse caso, Juvenal "governou" sozinho (e bem por muito tempo) mas seus pares não souberam sustentar o que o mandatário criou, as brigas compradas e posições fortes assumidas durante seus mandatos frente à CBF, FPF, FIFA e afins precisavam de um suporte forte e sólido na retaguarda do presidente, mas o que se viu foi uma estrutura fraca e frágil, que acabou falhando feio nos momentos mais críticos. Culpar apenas JJ por tudo é um comodismo injusto, a porcentagem de culpa é bem dividida entre os que deveriam venerar mais a busca de títulos para o SPFC do que pra si próprio vindo do SPFC.

A mudança de mentalidade está conquistada, seja quem for o vencedor do pleito eleitoral. "Amarelo" ou "Vermelho" são apenas cores e grupos, mas a volta de discussão de novas ideias e conceitos voltará a existir de ambos os lados, seja como situação, seja como oposição. A unanimidade é burra e sempre leva ao caminho da decadência, valores e conceitos mudam, e o debate aliado à fiscalização de um grupo opositor traz o bem de sempre se atualizar, mesmo que forçadamente depois de uma cobrança. A volta de uma política ativa no SPFC vai trazer muito mais oxigênio e fará pulsar o coração vanguardista tricolor.

Torcedor ou sócio, todos tem o direito de ter sua preferência por um lado ou outro na disputa, a opinião é (e tem que ser) livre pra cada um levar consigo o que acha melhor para sua paixão pelo clube. O lado que apoia ou vota é o menos importante, mas a vontade de defender o que acha correto e melhor para o SPFC é o mais valioso em todo esse processo. Os dois lados têm que ser fortes, e o debate de ideias é o que trará as melhores soluções e inovações, é assim que o mundo gira e avança pro sucesso. Numa eleição tão equilibrada e com tamanha repercussão, não é nem Aidar, nem Kalil que vencem, o grande vencedor é o SPFC!... Quem é a melhor opção para a presidência só o tempo dirá, mas que tudo isso já deixou o SPFC melhor, isso eu não tenho dúvida!